A Amazônia ocupa 49,5% do território nacional. A perda de área de vegetação nativa alcançou 52 milhões de hectares entre 1985 e 2024. Os impactos disso já são sentidos na redução das áreas úmidas e na mudança do regime de chuvas, com picos de seca e de cheias bem acima das médias históricas.
Feito com o auxílio de satélites, o estudo mostrou o avanço da área de pastagem para criação de gado, de 12 milhões, em 1985, para mais de 56 milhões em 2024; ou seja, a área cresceu mais de 3,5 vezes. No caso da agricultura, o avanço sobre a floresta foi ainda maior: a área total plantada cresceu mais de 40 vezes. As lavouras de soja tiveram expansão significativa nesses 40 anos, ocupando três em cada quatro hectares convertidos para agricultura.
A boa notícia é que o ritmo de desmatamento caiu acentuadamente. Uma série de medidas está contribuindo para mudar o histórico. Com o sistema de detecção do desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, os alertas de desmatamento registraram 45% menos ocorrências entre 2023 e 2024. Além disso, o governo retomou o Fundo Amazônia e passou a financiar projetos de preservação e alternativas sustentáveis. Por fim, houve investimento de R$ 318 milhões em equipamentos e estratégias para combate às ações ilegais na Amazônia. A meta é zerar o desmatamento ilegal até 2030.
Foi lançado, nesta segunda-feira (15) mais um sistema de monitoramento da Amazônia. A ferramenta amplia a cobertura para áreas não florestais, como campos naturais, savanas e zonas de transição, que representam cerca de 20% do bioma. Serão usadas imagens de satélite e inteligência artificial para detectar alterações na vegetação, como desmatamentos, queimadas e mineração. Os alertas gerados são públicos e já estão disponíveis na plataforma Terra Brasilis.
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