Dia do Orgulho LGBTQIAPN+
Em artigo, o professor Caue de Camargo destaca a importância da data como resistência e afirmação da vida em suas múltiplas formas Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
30/06/2025 15h13
Diretor-geral, profissionais, alunos e responsáveis, no Jardim da entrada principal do IBC.
O Dia do Orgulho LGBTQIAPN+ não é uma data apenas comemorativa, mas profundamente política. É um dia de visibilidade, resistência e afirmação da vida em suas múltiplas formas. É um dia para lembrar que existir fora das normas impostas é, muitas vezes, um ato de coragem – e que amar, ser, desejar e existir de forma plena não deveria ser motivo de vergonha, mas de orgulho.
Hasteamento da bandeira no Jardim da entrada principal do IBC
Vivemos em uma sociedade que muitas vezes tenta nos forçar a caber em moldes estreitos: o que é considerado “normal”, “aceitável”, “natural”. No entanto, como nos lembra o filósofo Gilles Deleuze, a vida não é feita de identidades fixas, mas de fluxos, de linhas de fuga, de diferenças que não se subordinam ao mesmo. Para Deleuze, cada subjetividade é um processo em constante devir – somos feitos de encontros, afetos, movimentos e transformações.
Nesse sentido, o orgulho LGBTQIAPN+ não é uma celebração de uma identidade estática, mas uma afirmação da diferença como potência. É reconhecer que há muitas formas legítimas de ser e de viver, que a subjetividade é plural, mutante, criativa. É recusar a lógica da homogeneidade, da exclusão e da norma.
O orgulho é também memória – das lutas, das dores, das conquistas. É lembrar de quem veio antes de nós e abriu caminhos. É garantir que as próximas gerações possas viver com mais liberdade e dignidade. Não se trata apenas de aceitar diferenças, mas de valorizar e afirmar a diversidade como constitutiva da vida.
Neste dia, reafirmamos nosso compromisso com uma sociedade mais justa, onde ninguém seja punido por ser que é ou por amar quem ama. E que possamos, todos os dias, construir espaços onde a multiplicidade da vida floresça – como queria Deleuze, não sob um modelo único, mas em mil variações possíveis.
Viva o orgulho! Viva a diferença!
Categoria Educação e Pesquisa



