O prefeito de Macapá e o vice estão afastados dos mandatos por 60 dias. Eles são suspeitos de desviar dinheiro público que deveria ir para a saúde. A decisão é do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.
Os afastamentos vieram depois que os endereços ligados a Antônio Furlan, do PSD, e Mario Neto, do Podemos, foram alvos da Polícia Federal. Eles são suspeitos de integrar um esquema de fraude na contratação da empresa que faria as obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. As prisões servem como medida preventiva para evitar que os políticos atrapalhem o andamento das investigações ou ocultem provas.
A apuração da Polícia Federal aponta a existência de um plano criminoso entre agentes públicos e empresários que, além de fraudar a licitação e desviar os recursos, lavou esse dinheiro por meio de movimentações financeiras irregulares. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão.
O orçamento para a construção do hospital era de R$ 70 milhões e teve como vencedora a empresa Santa Rita Engenharia Ltda. Um dos indícios para comprovar a fraude é o fato de a empresa ter apresentado um orçamento idêntico à pesquisa de mercado feita pela prefeitura, o que indica que a Santa Rita teve acesso prévio aos critérios de aprovação da licitação.
Também foram afastados dos cargos a secretária municipal de saúde, Erica Aranha, e Walmiglisson Ribeiro, presidente da comissão especial de licitação, responsáveis pelo edital do Hospital Geral de Macapá. Quem assume a administração municipal provisoriamente é o presidente da Câmara Municipal de Macapá, vereador Pedro Dalua.
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