Cientistas influentes
No Relatório realizado pela Agência Bori e Overton, Jose Marengo se destaca entre os 19 cientistas que, além de produção científica, é influente no mundo na temática clima, mudanças climáticas e eventos extremos. A pesquisadora Liana Anderson, atuante na área de gestão do risco e de impactos associados a incêndios florestais e impactos de extremos climáticos, está entre as 22 mulheres, na lista dos 107 cientistas brasileiros mapeados.
O climatologista Jose Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento e a pesquisadora Liana Anderson, da área de gestão do risco e de impactos associados a incêndios florestais e impactos de extremos climáticos — ambos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) — estão na lista dos 107 cientistas brasileiros que mais influenciam decisões no mundo, conforme o relatório publicado neste mês (novembro) pela Agência Bori e a Overton, plataforma internacional que trabalha com ciência e políticas públicas.
No relatório “Os pesquisadores brasileiros que mais influenciam políticas públicas” a agência elaborou essa lista de 107 pesquisadores (as) brasileiros (as) influentes, considerando menções em documentos estratégicos, relatórios técnicos e pareceres usados por governos, organismos internacionais e organizações da sociedade civil. Esse levantamento foi feito no período de 2019 até a data da extração das informações, em julho de 2025.
Destaque na área de clima e mudanças climáticas e influência além da produção científica
Conforme o Relatório da Bori e Overton, Jose Marengo, aparece com o registro de 426 documentos científicos e 124 artigos publicados no período levantado, classificado em 18º, na lista dos 107 cientistas brasileiros mais influentes.
Marengo está entre os 19 pesquisadores considerados influentes, além dessa produção científica, aponta o relatório. “Este grupo alimenta relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), participa de negociações internacionais e influencia diretamente políticas nacionais de mitigação e adaptação. O escopo vai de modelagem climática global à medição dos impactos de ondas de calor, passando pelo monitoramento da poluição do ar e seus efeitos na saúde.”, cita o relatório. Considera, também, que esses especialistas têm sido decisivos para traduzir dados técnicos em mensagens claras sobre riscos, vulnerabilidades e soluções, municiando desde gestores municipais até ministérios federais.
Documentos relacionados ao desenvolvimento sustentável (ODS 13) e debates na COP30
Marengo também está destacado nos documentos relacionados a políticas públicas ligadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 13), dentre os 50 cientistas com mais menções, na ação relacionada à mudança global do clima, a ser discutida na COP30 no Brasil. Nessa área, foi citado a sua influência no estudo “Mudança do Clima no Brasil: Síntese Atualizada e Perspectivas para Decisões Estratégicas”, coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que consolida evidências nacionais para a formulação de estratégias climáticas.
Mulheres cientistas influentes
O Relatório da Bori e Overton apontou que há baixa presença de mulheres entre os pesquisadores do Brasil que mais influenciam políticas públicas: das 107 pessoas mapeadas, apenas 22 são mulheres, o que corresponde a 20,5% do total.
Dentre as cientistas brasileiras, está a pesquisadora Liana Anderson — que atuou no Cemaden desde 2014 até meados deste ano — na área de gestão do risco e de impactos associados a incêndios florestais e impactos de extremos climáticos nos ecossistemas e populações amazônicas.
No período levantado de 2019 a julho de 2025, Liana Anderson tem o registro de 172 documentos científicos e 44 artigos publicados, classificada em 90º lugar entre os cientistas brasileiros influentes.
Acesso ao relatório
O relatório completo pode ser acessado no site da Agência Bori pelo link https://abori.com.br/
Currículo
Jose Antonio Marengo Orsini possui graduação em Física y Meteorologia - Universidad Nacional Agraria (1981), mestrado em Ingenieria de Recursos de Agua y Tierra - Universidad Nacional Agraria (1987) em Lima, Peru e doutorado em Meteorologia - University of Wisconsin - Madison (1991) EUA. Fez pós-doutorado na NASA-GISS e Columbia University em Nova York e na Florida State University na Florida, EUA em modelagem climática. Atualmente é pesquisador titular e Coordenador Geral de Pesquisa e Desenvolvimento no CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação MCTI, onde trabalha com eventos extremos, desastres naturais e redução de risco aos desastres. É professor na pós-graduação do INPE e da UNESP. Ele também é Professor adjunto da Korea University de Seul, Corea do Sul. É membro de vários painéis internacionais das Nações Unidas e de grupos de trabalho no Brasil e no exterior sobre mudanças de clima, e mudanças globais. Consultor na área de estudos ambientais de mudanças globais, impactos, vulnerabilidade e adaptação as mudanças climáticas e parecerista de diversas revistas científicas e de agencias financiadoras nacionais e internacionais. É autor de mais de 250 artigos, capítulos de livros, livros, relatórios técnicos e trabalhos de congressos. Participa atualmente de vários projetos de pesquisa, com instituições brasileiras, inglesas, francesas e americanas, e têm intensificado atividades de docência e orientação de pesquisa, além de ser membro ativo em vários conselhos participativos de clima e hidrologia, mudanças climáticas e globais. Ele tem liderado o WMO State of Climate for Latin America and Caribbean de 2020 a 2025. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Amazônia, clima, mudança de clima, e modelagem de clima. Foi membro do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, CLA y RE dos Relatórios do IPCC AR5 e AR6 GT1 e 2, e atualmente do IPCC AR7. É Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, e da The World Academy of Sciences (TWAS). Foi e membro do Comitê Assessor de Ciências Ambientais do CNPq, e atualmente é editor associado do International Journal of Climatology, Geosciences, e da Anais da Academia Brasileira de Ciências. Membro do Painel Científico da Amazônia SPA, Comite Científico de Adaptação e Resiliência Climática do estado de Rio Grande do Sul, e do SPI da Convenção Quadro das Nacões Unidas para Combate à Desertificação. Foi selecionado pelo Clarivate como um dos mais influentes e altamente citados pesquisadores na área de geociências no mundo em 2019, 2020, 2022, 2023 e 2024.
Liana Oighnstein Anderson possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (2001), mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE,2004), com treinamento na Universidade de Maryland (EUA, 2003), Doutorado pela School of Geography and the Environment da Universidade de Oxford (Inglaterra, 2006-2011) e Pós-Doutorado pelo Environmental Change Institute da Universidade de Oxford (2011-2014). Foi Pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) entre 2014 e 2025. Em 2025 iniciou a atuação como Pesquisadora no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, onde também é docente da Pós-Graduação do curso de Sensoriamento Remoto. Co-lidera o laboratório TREES lab (Tropical Ecosystems and Environmental Sciences lab), onde desenvolve pesquisas junto a jovens pesquisadores de iniciação científica a pós-doutorado nas temáticas de gestão do risco e de impactos associados a incêndios florestais e impactos de extremos climáticos nos ecossistemas e populações amazônicas. Página pessoal - http://www.liana-anderson.org/Página do laboratório - https://www.treeslab.org/Desde março de 2017 , Liana possuiu Bolsa de Produtividade do CNPq (processo 309247/2016-0; 314473/2020-3; 307364/2025-9)
Fonte: Ascom/Cemaden (MRO)




