Logo após o discurso do presidente brasileiro, o líder americano, Donald Trump, subiu à tribuna da Assembleia Geral da ONU. Trump defendeu o que ele chamou de superinteligência, ao fazer referência às ferramentas de inteligência artificial, e reafirmou o uso das forças militares para atingir os seus objetivos na América Latina.Trump voltou a fazer ameaças de ataques militares a países da América Latina e do Caribe. Novamente, comparou cartéis de drogas da América Latina a organizações terroristas. O presidente norte-americano falou em “aniquilar o Irã”, destacou a invasão ilegal promovida pelos Estados Unidos contra a Venezuela e voltou a falar sobre a possibilidade de uso de força militar em Cuba para garantir os interesses da Casa Branca na região. A delegação da ilha caribenha se retirou do plenário da ONU durante a fala do presidente dos Estados Unidos, em sinal de protesto.“Nossas ações na Venezuela provam que os EUA não permitirão mais que ameaças à América [EUA] ganhem terreno em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA.”Trump também falou bastante sobre a importância da inteligência artificial no mundo atual. E sugeriu o uso do termo superinteligência ao se referir a esses tipos de ferramentas. Ele ainda criticou as pessoas que defendem o uso responsável da inteligência artificial.“São as mesmas pessoas que diziam que todos nós estaríamos mortos em 12 anos por causa do aquecimento global — um nome que depois foi substituído por mudanças climáticas, já que o planeta estava esfriando, e não esquentando, e ninguém havia morrido. São essas mesmas pessoas que agora afirmam que a IA vai nos matar a todos, que os robôs vão nos atacar e que tudo terminará em um desastre total. O mesmo grupo de pessoas.”Em discurso de despedida, o secretário-geral da ONU, António Guterres, que deixa o posto no fim deste ano, alertou para o avanço de conflitos mundiais e defendeu uma ampla reforma da organização, começando pelo Conselho de Segurança. Ele ainda reforçou a sua convicção de que a paz é possível.“Devemos também reformar o Conselho de Segurança para que ele reflita o mundo atual, com a legitimidade e a eficácia que os desafios de hoje exigem. Eu vou continuar acreditando que a paz é possível. Que a dignidade humana é universal e que o poder da lei deve ser maior do que a lei do poder”.
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