As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos, com as novas tarifas, vêm caindo desde as primeiras sobretaxas impostas pelo governo Trump, no ano passado. Com isso, o Brasil aumentou as vendas para outros países.
Só no primeiro semestre deste ano, o superávit da balança comercial brasileira foi de US$ 42 bilhões, um crescimento de 40%. A expectativa é de que os efeitos dessas novas tarifas sejam limitados a setores com maior dificuldade para remanejar os mercados.
As tarifas têm reduzido o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos. Em 2025, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 6,7% em valor. No primeiro semestre deste ano, a queda chegou a 13%. Os brasileiros também têm comprado menos produtos dos americanos; as importações caíram 12,5%.
A redução do comércio com os Estados Unidos não implica necessariamente perdas para a balança comercial brasileira. O país tem ampliado as vendas para outros mercados, o que ajuda a compensar esse movimento. No primeiro semestre, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 17 bilhões, uma queda de 13%. Já as vendas para a China cresceram 22%. Para os europeus, o avanço foi de quase 15%, com exportações de US$ 35 bilhões. Com isso, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 42 bilhões no primeiro semestre, uma alta de 40%.
Apesar do desempenho positivo das exportações, alguns setores devem sentir mais os efeitos da tarifa de 25%, como os de máquinas, calçados, móveis de madeira e outros produtos industrializados.
Ricardo Hammoud (professor de Economia da FGV): "Essas empresas que estão sendo impactadas agora, no curto prazo, com o tempo, irão encontrar novos parceiros e novos mercados, e eles podem compensar essa perda do mercado americano. Trata-se de uma perda parcial. Lembrando que temos várias exceções, o que não significa que, daqui a pouco, essas tarifas sejam reduzidas ou até mesmo revogadas."
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