A menos de duas semanas para as eleições, um dos principais desafios é o combate à desinformação. Uma iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria com agências de checagem, trabalha para desmentir boatos que circulam pelas redes sociais.
A difusão de notícias falsas não é novidade para o brasileiro. Todos os dias, em meio ao imenso volume de vídeos e fotos que circulam pelas redes sociais, passam conteúdos que buscam confundir e enganar quem recebe.
Na época das eleições, o problema das mentiras que circulam nas redes é um pouco maior porque pode afetar os resultados que vão definir os rumos para o país nos próximos quatro anos. Muita dessa desinformação tenta, inclusive, atacar ao próprio sistema eleitoral. Não é difícil esbarrar em conteúdos que dizem que urnas podem ser invadidas por hackers ou que será necessária uma inspeção do código fonte após suspeitas de fraude. Até histórias mais fantasiosas, como a fabricação de chips na China, para facilitar a manipulação dos resultados eleitorais.
Por isso, desde 2020, o Tribunal Superior Eleitoral mantém o programa Fato ou Boato, que busca enfrentar as fake news.
Conteúdos que circulam nas redes são checados por uma rede de veículos de comunicação parceiros e os resultados são divulgados pela Justiça Eleitoral. Um desafio que cresce com a disseminação das ferramentas de inteligência artificial.
Para o repórter da Agência Lupa Ítalo Rômany, “quando a gente consegue desmentir esse conteúdo, o TSE também é faz esse contato direto com as plataformas para que elas possam de uma certa forma, cessar aquele conteúdo para que ele não ganhe mais velocidade ou ganhe mais amplitude principalmente no dia da eleição”.
“A gente também enfrenta o discurso de ódio. Então o objetivo é fazer com que as pessoas saibam onde procurar informação de qualidade. Não adianta você acreditar na primeira informação que vem; e as pessoas precisam saber onde que elas podem checar essas informações”, afirma a secretária de Comunicação e Multimeios do TSE, Tatiana Cochlar.
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