Nas últimas 24 horas, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou em 95% o número de atendimentos às vítimas das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul. Entre sexta-feira (10) e sábado (11), foram 222 atendimentos. Já entre ontem e este domingo (12), o volume subiu para 434. As necessidades mais frequentes são casos de hipertensão, diabetes, pequenos traumas, suspeitas de infarto e partos. O aumento aconteceu devido à maior estrutura e quantidade de equipes em atividade, enviados pelo Ministério da Saúde ao estado. O levantamento mais recente mostra que de 5 de maio até este domingo foram quase 1,3 mil atendimentos da Força Nacional do SUS no estado. Somente o Hospital de Campanha instalado em Canoas realizou 949 atendimentos. As equipes volantes receberam 339 pessoas. O Ministério da Saúde está, diariamente, ampliando a estrutura de assistência no Rio Grande do Sul. Neste domingo, foram recebidos os módulos para a montagem da unidade de Porto Alegre. Equipes técnicas vistoriaram as condições de um espaço em São Leopoldo, distante 40 quilômetros da capital, para também iniciar a estrutura. Um terceiro hospital será montado no estado. A área técnica faz levantamentos e análises para definir qual município necessita da estrutura com mais urgência. O diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, explica que a pasta está monitorando diuturnamente as estruturas de saúde para nortear a ampliação e a manutenção dos atendimentos durante a calamidade. “Estamos decidindo para onde vai o terceiro hospital de campanha. Já há uma tratativa inicial para que Novo Hamburgo receba, mas isso ainda não está definido. Precisamos entender a capacidade instalada e as condições de operação da unidade", pondera. Missões O Ministério da Saúde realiza, neste domingo (12), missões de atendimento com três equipes volantes em municípios do Rio Grande do Sul. As cidades foram escolhidas de acordo com a gravidade da emergência. Cada equipe possui quatro profissionais: aeromédicos, médicos e enfermeiros volantes. O trabalho foi concentrado em abrigos que estão acolhendo as pessoas que perderam a moradia. Os profissionais se deslocaram por terra e ar. Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Maria, São Sebastião do Caí, Guaíba, Charqueadas e São Jerônimo receberam as equipes para atendimentos médicos, psicossociais, entre outros. Além disso, os profissionais estão fazendo o diagnóstico das unidades de saúde que estão ativadas ou pouco ativas para aumentar os atendimentos. Otávio AugustoMinistério da Saúde
12 de mai. de 2024
Em 24 horas, Força Nacional do SUS aumenta em 95% o número de atendimentos no RS
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