No segundo dia da Cúpula de Líderes, os chefes de Estado também discutiram os rumos da transição energética global, que é um tema central para o enfrentamento das mudanças climáticas. O Brasil, que tem uma das matrizes mais limpas do mundo, defende a criação de um fundo específico para financiar ações de transição energética.
Na foto oficial da COP30, líderes mundiais dão as mãos como símbolo do compromisso com o meio ambiente. Na pauta, decisões sobre o setor energético, responsável por 75% das emissões globais de gases do efeito estufa.
Depois de 28 conferências do clima, o mundo assumiu, em Dubai, o compromisso de promover uma transição energética justa. Agora, em Belém, é a hora de avaliar os resultados.
Em dez anos, o uso de fontes renováveis triplicou e, em várias regiões, a energia solar e eólica já são mais baratas que as fósseis. O Brasil é referência nesse processo. Com 90% da matriz elétrica de origem renovável e liderança em biocombustíveis, o país ocupa posição de destaque na transição para uma economia de baixo carbono.
Mas os desafios globais continuam. O setor energético registrou novo recorde de emissões em 2024. A COP30 propõe agora um pacto global para ampliar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.
“Há espaço para explorar mecanismos inovadores de troca de dívida por financiamento de iniciativas de mitigação climática e transição energética. Direcionar parte dos lucros com a exploração de petróleo para a transição energética permanece um caminho válido para os países em desenvolvimento. O Brasil estabelecerá um fundo dessa natureza para financiar o enfrentamento da mudança do clima e promover justiça climática. O mundo precisa de um mapa do caminho claro para acabar com essa dependência dos combustíveis fósseis. É tempo de diversificar nossas matrizes energéticas, ampliar as fontes renováveis e acelerar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis”, afirmou o presidente Lula.
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