Hoje, Belém é palco de alguns dos principais debates climáticos do mundo. A cidade sedia a Cúpula do Clima, que já tomou decisões importantes, com foco nas populações mais vulneráveis.
Quarenta e três países e a União Europeia aprovaram a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas. Esse documento diz que as políticas públicas climáticas elas precisam priorizar quem mais sofre esses impactos da crise climática, que são as comunidades mais pobres e aquelas afetadas pela fome.
As mudanças climáticas afetam, sim, o mundo inteiro, mas de formas bem diferentes. Quem realmente mais sofre com isso são aquelas populações mais vulneráveis, aquelas pessoas que, inclusive, às vezes, não têm nem opção, elas precisam viver em áreas de risco. São elas que mais sofrem com as enchentes, com as ondas de calor, com as secas mais severas, aquelas que passam por maior insegurança alimentar. Isso só vai alimentando, então, esse ciclo de desigualdade.
Esses líderes que assinaram esse documento estão se comprometendo a encontrar meios para enfrentar, ao mesmo tempo, a mudança climática, a fome e a pobreza. A declaração recomenda que os países invistam em adaptação, mas que seja focada nas pessoas.
Na semana que vem, segunda-feira (10), as discussões da COP30 com a sociedade civil e com os cientistas começam realmente.
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