Para Tomé Franca, a integração entre os modais é fundamental para melhorar a circulação de pessoas e o escoamento da produção. O tema é priorizado pelo Plano Nacional de Logística (PNL), que também aponta gargalos nos acessos aos portos. Nesse contexto, o ministro destacou a importância da Ferrovia Transnordestina na conexão com os portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco. “O grande objetivo, ao final, é ligar a produção ao mercado consumidor”, afirmou o ministro.
No transporte hidroviário, está prevista a construção de uma Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4) em Petrolina. Também há estudos para implantação de estruturas semelhantes em outros oito municípios pernambucanos banhados pelo Rio São Francisco.
A modernização também conta com participação privada. Em junho, foi inaugurado em Suape o primeiro terminal 100% eletrificado da América Latina, empreendimento que representa mais de R$ 2 bilhões e foi projetado para ampliar em 55% a capacidade operacional de movimentação de contêineres do complexo.
Hidrovias e integração logística
Em Suape, estão entre as ações a recuperação do molhe, já concluída, e a dragagem do canal interno, além da recuperação do Molhe 4, em execução. No Porto do Recife, teve início neste mês a obra de dragagem e readequação da infraestrutura aquaviária.
Assessoria Especial de Comunicação Social Ministério de Portos e Aeroportos
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou, nesta sexta-feira (21), durante encontro promovido pelo LIDE Pernambuco, no Recife, o panorama das ações da pasta no setor de aeroportos, na modernização da infraestrutura portuária e em projetos para ampliar o transporte hidroviário. O encontro teve como tema “Portos e aeroportos no Brasil, reflexos para a competitividade de Pernambuco”.
Representado pelo ministro Tomé Franca, o MPor apresentou a representantes dos setores público e privado projetos voltados à ampliação da capacidade logística e à integração entre diferentes modais. Segundo Franca, o Ministério atua como indutor do desenvolvimento ao formular políticas públicas e promover a interlocução com os diferentes setores envolvidos na infraestrutura. Para o ministro, esse ambiente contribui também para estimular novos aportes públicos e privados.
Nos dois primeiros meses de 2026, os portos pernambucanos movimentaram 4,48 milhões de toneladas, crescimento de 23,42% em relação ao mesmo período do ano anterior. Recife e Suape possuem vocações complementares e concentram investimentos públicos e privados voltados à modernização da infraestrutura.
Infraestrutura portuária
No setor aéreo, os aeroportos do Recife, Petrolina e Fernando de Noronha receberam mais de R$ 1,6 bilhão. No Aeroporto Internacional do Recife, as intervenções ampliaram em 43% a capacidade do terminal de passageiros, que conta atualmente com sete rotas internacionais e avança na implantação do serviço de courier internacional.
Tomé Franca destacou que a estratégia para o setor inclui também a interiorização da aviação. Os aeroportos de Araripina, Garanhuns e Serra Talhada foram inseridos no AmpliAR e receberão investimentos para melhoria das operações e terão a gestão conduzida por operadores com experiência no setor.
Aviação
De acordo com o ministro, o MPor realiza aportes em ações como dragagem, instalação de defensas e recuperação de molhes, além de trabalhar para enfrentar o desafio dos acessos aos complexos portuários. “Pernambuco tem o privilégio de contar com dois portos, Recife e Suape, que se complementam”, destacou Tomé Franca.
Promovido pelo LIDE Pernambuco, fórum que atua há 15 anos na capital pernambucana, o encontro reuniu autoridades e lideranças empresariais para discutir infraestrutura, desenvolvimento econômico e competitividade.



