O Incra finalizou, nesta terça-feira (19), mais uma Oficina de Planejamento Participativo. A edição piauiense do encontro envolveu equipes técnicas e gestores locais e nacionais da autarquia, além de movimentos sociais representantes do público da reforma agrária e remanescentes de quilombos no estado. O evento, que durou dois dias, aconteceu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PI), na capital, Teresina. O coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Incra, Stanislau Lopes, destaca a importância da ação, que, desta vez, ocorreu paralelamente na Bahia, totalizando seis oficinas nos últimos 20 dias. “O Incra faz a escuta das pautas de reinvindicações das organizações, dos agricultores, dos assentados, movimentos quilombolas e povos de comunidades tradicionais, conforme uma metodologia para estabelecer as prioridades”, informa Lopes. “Estamos iniciando o planejamento estratégico, ouvindo as demandas dos movimentos sociais e discutindo com a equipe técnica da autarquia, para que possamos executar as ações que foram priorizadas, dentro do prazo estabelecido”, ressaltou o superintendente do Incra no Piauí, Lailson Guedes. O primeiro dia de trabalhos no Piauí foi dedicado à escuta reivindicações. A oportunidade recebeu elogios dos participantes. “Ficamos felizes pelo convite para colocarmos as demandas das quebradeiras de coco no planejamento do Incra estadual e nacional, e esperamos que sejam resolvidas”, disse a coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB/PI), Marinalda Rodrigues. “Quero parabenizar a direção do Incra pela iniciativa de convidar os movimentos sociais para o planejamento estratégico participativo, que é exatamente um norte de onde se deseja chegar. Os movimentos estão dia a dia em campo, acompanhando as comunidades e sabendo quais são as demandas, prioridades e necessidades”, destacou o representante da Comissão da Pastoral da Terra (CPT/PI), Gregório Borges. O segundo dia da oficina foi restrito à equipe técnica regional e nacional do Incra. para elaboração e consolidação de dois documentos: Plano de Ação de Curto Prazo (120 dias) e as Diretrizes do Plano de Ação - 2024-2026 da Superintendência Regional do Piauí. A priorização das demandas regionais foi discutida a partir da formação de três grupos temáticos: Desenvolvimento/Assentamentos, Obtenção/Cadastramento, e Quilombolas/Povos e Comunidades Tradicionais. Os grupos identificaram e classificaram as demandas, além de elaborarem o plano de trabalho. Foi definido entre as partes que a síntese das prioridades a curto prazo será iniciada a partir de 15 de abril de 2024, por meio de força-tarefa, a ser conduzida com o apoio do Incra Sede, para a retomada da reforma agrária na região. O plano será encaminhado pelo Incra aos representantes dos movimentos sociais participantes da oficina no dia 2 de abril de 2024, com as prioridades destacadas no planejamento participativo, incluindo o relatório do que está em andamento na superintendência regional do instituto. Ficou marcado, para 30 de abril de 2024, a realização de mesa quilombola, com participação de servidores da sede do Incra.
20 de mar. de 2024
Encontro para planejamento participativo das ações do Incra chega ao fim no Piauí
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