A atividade física não substitui o acompanhamento profissional quando necessário, mas pode fazer parte de uma abordagem mais ampla de cuidado. Neste Dia Mundial da Saúde Mental, a reflexão também passa pela importância de criar oportunidades para estar junto, fortalecer vínculos e construir relações que contribuam para o bem-estar.
“Se você corre com outras pessoas, é provável que corra em sincronia com elas. Isso parece potencializar o efeito das endorfinas em comparação com correr sozinho”, afirma Dunbar.
O movimento que aproxima
Assessoria de Comunicação - Ministério do Esporte
Cuidar do corpo também é cuidar da mente
Caminhar em um parque, participar de uma aula coletiva ou jogar futebol com amigos são exemplos de como o exercício pode aproximar pessoas. A interação durante a prática, o incentivo mútuo e a conquista de objetivos em comum podem tornar a experiência mais prazerosa e favorecer a continuidade da atividade. No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, a prática esportiva destaca a importância do movimento, da convivência e dos vínculos sociais para o bem-estar.
A prática regular de atividade física está associada à melhora do sono e do bem-estar emocional, além de contribuir para a redução de sintomas de ansiedade e depressão. Os efeitos variam de pessoa para pessoa, mas o movimento pode integrar uma rotina de cuidado com a saúde mental.
O antropólogo britânico Robin Dunbar, pesquisador das relações humanas, estuda como atividades realizadas em sincronia podem fortalecer os laços sociais. Em entrevista ao The Jim Rutt Show , ele explicou que correr acompanhado pode produzir um efeito adicional em relação à prática individual.
A explicação ajuda a entender por que atividades coletivas podem ir além do exercício físico. O ritmo compartilhado, a cooperação e a sensação de fazer parte de um grupo contribuem para a experiência social. Isso não significa que a prática individual tenha menos valor, mas mostra como o esporte pode criar espaços de convivência em uma rotina marcada, muitas vezes, pela falta de tempo para estar com outras pessoas.
Uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado em 2025. O dado chama a atenção para a importância das relações sociais na saúde e no bem-estar. Nesse cenário, a atividade física pode ser uma aliada não apenas do corpo, mas também da convivência, ao criar oportunidades de encontro, troca e apoio entre as pessoas.
Não é preciso começar com treinos intensos ou modalidades competitivas. Caminhada, dança, bicicleta, natação e jogos recreativos são algumas possibilidades para incluir mais movimento no dia a dia. Escolher uma atividade prazerosa, respeitar os próprios limites e buscar companhia, quando isso fizer sentido, são caminhos para tornar a prática mais agradável.





