Estado da Paraíba será representado por 11 atletas nos Jogos Paralímpicos de Paris
Todos os atletas da delegação paraibana são beneficiários do Programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
28/08/2024 09h12
Atualizado em 29/08/2024 17h41
O velocista Petrúcio Ferreira dos Santos é considerado o mais rápido do mundo. Foto: Ale Cabral/CPB
Atletas da Paraíba estarão concentrados em Paris para as competições dos Jogos Paralímpicos 2024, que começam nesta quarta-feira, 28 de agosto. O evento reúne cerca de 4.400 esportistas com deficiência, que irão disputar em 22 modalidades. O estado da Paraíba será representado por 11 atletas, todos beneficiários do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte.
A 17ª edição dos Jogos Paralímpicos contará com a maior quantidade de atletas brasileiros em competições internacionais: 280 no total, dos quais 274 fazem parte do programa Bolsa Atleta, ou seja, 97,86% dos convocados. Entre os bolsistas, mais de 63% são beneficiados com a mais alta categoria do programa, a Bolsa Atleta Pódio. Somente no ano de 2023, o valor investido nos atletas das modalidades paralímpicas, referente aos editais de dezembro de 2022 (Bolsa Pódio) e janeiro de 2023 (Bolsa Atleta), foi de mais de R$ 57 milhões.
Na delegação paraibana encontra-se o velocista Petrúcio Ferreira dos Santos considerado o mais rápido do mundo. Ele gostava de jogar futsal e sempre foi muito rápido, atributo que chamou a atenção de um treinador. Natural de São José do Brejo do Cruz, Petrúcio é bolsista do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte na categoria pódio. Ele sofreu um acidente aos dois anos de idade e perdeu parte do braço esquerdo. Apesar do acidente, ele e sua família nunca deixaram que a deficiência limitasse sua vida. Petrúcio Ferreira fez história nas Paralimpíadas. O paraibano de 23 anos é detentor do recorde mundial dos 100 metros rasos em Tóquio na classe T46/47 para atletas com deficiências nos membros superiores.
Cícero Valdiran Lins Nobre, natural de Aguiar, é atleta paralímpico brasileiro da classe T57, praticante de lançamento de dardo. Ele é beneficiário do programa Bolsa Atleta do Ministério do Esporte na categoria pódio. Representou o Brasil nos Jogos Parapan-Americanos de 2019 em Lima, conquistando a medalha de ouro. Ainda no mesmo ano, levou a medalha de ouro no Mundial de Dubai. Cícero tem má-formação congênita bilateral nos pés. Em 2011, foi abordado na rua por uma pessoa com deficiência, que o convidou para conhecer o paradesporto. O atleta iniciou na natação e em seguida migrou para o atletismo em 2013.
Laissa Polyanna Guerreira Silva Vasconcelos Teixeira nasceu em Campina Grande. Aos oito anos, foi diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME). Como cadeirante, sua mãe foi à procura de uma atividade esportiva em que pudesse ser inclusiva e adaptada para atletas com deficiência. Foi então que conheceram um professor de Educação Física que lhe apresentaram a bocha. Suas principais conquistas foram o ouro no individual e em duplas no Parapan de Jovens de Bogotá 2023, ouro no Mundial de Jovens 2023, e bicampeã das Paralimpíadas Escolares.
Luan de Lacerda Gonçalves, conhecido como Luan Lacerda, é um futebolista paralímpico brasileiro. Atualmente atua na seleção brasileira de futebol de 5, exclusiva a deficientes visuais, na qual representou seu país nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, no Rio de Janeiro. Começou a praticar futsal aos 8 anos de idade e em 2013, conheceu o futebol de cegos. Desde então, vem sendo convocado para a Seleção.
O goleiro Matheus da Costa Coelho Bumussa, natural de Campina Grande, foi convidado por um amigo, que era goleiro de futebol de cegos, para conhecer a modalidade em 2012. Foi convocado para seleção pela primeira vez em março de 2018. Suas principais conquistas foram bronze na Copa do Mundo em Birmingham 2023, ouro nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020, ouro no Grand Prix México 2022, ouro no Desafio das Américas 2022, ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023 e de Lima 2019, e ouro na Copa América 2019, em São Paulo.
Emerson Ernesto da Silva, natural de Campina Grande, o atleta do goalball conheceu a modalidade por meio do irmão que já praticava, e se apaixonou ao frequentar um treino. Foi convocado para a seleção pela primeira vez em 2016. Principais conquistas: ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, ouro no Campeonato Mundial em Portugal 2022, ouro no Campeonato das Américas 2022, ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, ouro nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019, e prata no Mundial de Jovens na Hungria em 2017.
Ailton Souza, natural de Mamanguape, o halterofilista até 80kg sofreu de paralisia infantil no momento de seu nascimento. Conheceu o halterofilismo por um amigo, que já estava na modalidade e o convidou para fazer uma visita onde treinava. Principais conquistas: Ouro na categoria até 80kg nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; bronze na etapa de Tbilisi da Copa do Mundo 2021 e bronze nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019.
Wilians Silva de Araújo, natural de Riachão do Poço, o halterofilista, acima de 90kg é bolsa pódio no programa Bolsa pódio. Peso-pesado carioca perdeu a visão aos 10 anos em um acidente com tiro de espingarda e começou a praticar judô em 2009. Ele tentou, mas não se adaptou à natação e ao futebol de cegos, tendo melhor desempenho no tatame.
Silvana Mayara Cardoso Fernandes, de São Bento, atleta do taekwondô na categoria até 57kg é beneficiária do programa Bolsa Atleta, na categoria pódio. Silvana tem má-formação congênita no braço direito e começou a praticar atletismo aos 15 anos. Em 2018, conheceu o taekwondô paralímpico pela internet e procurou locais para iniciar a modalidade. Sua primeira convocação para a seleção brasileira foi em junho de 2019.
Joeferson Marinho de Oliveira nasceu com albinismo. Aos três anos, foi diagnosticado com baixa visão. Iniciou no atletismo aos nove anos, como brincadeira. Começou a competir nas Paralimpíadas Escolares em 2013. Com os bons resultados, passou a se dedicar mais a modalidade e foi apresentado a Pedrinho, seu atual técnico, em 2016, com quem passou a treinar. Principais conquistas: prata nos 100m no Mundial Dubai 2019; prata nos 100m e nos 200m no Mundial de Jovens de Atletismo em Nottwil, em 2017.
Ariosvaldo Fernandes da Silva (Parré) é natural de Campina Grande. Aos 18 meses de idade, Ariosvaldo teve poliomielite e ficou com os membros inferiores paralisados. Conheceu o esporte paralímpico aos 17 anos, por meio do seu professor de Educação Física, na época, o apresentou ao basquete em cadeira de rodas. O atleta competiu pela modalidade até 2002, quando migrou para o atletismo.
Bolsa Atleta
O Bolsa Atleta é um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas no mundo. Desde sua criação em 2005 até junho de 2024, já foram investidos R$ 1,77 bilhão em seus beneficiários. Até hoje, 37.595 atletas foram contemplados, e 105 mil bolsas foram concedidas.
O programa garante condições mínimas para que atletas de alto desempenho — que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais — possam se dedicar, com exclusividade e tranquilidade, ao treinamento e às competições locais, sul-americanas, panamericanas, mundiais, olímpicas e paralímpicas.
A categoria Bolsa Pódio, a mais alta do programa, começou a ser paga a partir de 2013. Ela prevê repasses de até R$ 16.629,00 mensais e é destinada a atletas com grandes chances de conquistar medalhas em eventos internacionais, posicionados entre os 20 melhores do ranking mundial em suas modalidades.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
Categoria Cultura, Artes, História e Esportes




