Após o fracasso das negociações por paz no Oriente Médio, os Estados Unidos iniciaram um bloqueio, nesta segunda-feira (13), no Estreito de Ormuz. Segundo a Casa Branca, qualquer navio que saia do Irã ou tenha o país persa como destino será bloqueado. O bloqueio começou a valer oficialmente às 11h no horário de Brasília.
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que qualquer navio de guerra iraniano que se aproximar do bloqueio norte-americano será eliminado. O sistema usado, segundo ele, é o mesmo que destruiu barcos no mar do Caribe no início do ano.
Trump também disse que orientou a Marinha a atacar qualquer embarcação, inclusive em águas internacionais, que tenha pagado pedágio ao Irã para passar pelo Estreito de Ormuz.
O Irã reagiu. Disse que não vai se render sob ameaças e que, caso os portos do país sejam ameaçados, nenhum outro porto no golfo pérsico ou mar de Omã estará seguro.
O Estreito de Ormuz foi parcialmente bloqueado pelo Irã há 6 semanas, o que afetou a oferta mundial de petróleo e encareceu o preço do combustível. E a reabertura do canal é um dos principais pontos das negociações entre Irã e Estados Unidos.
Hoje, pouco antes do novo bloqueio, agora pelos Estados Unidos, dois petroleiros saíram do golfo passando pelo Estreito de Ormuz, segundo dados da empresa de inteligência de dados Kpler. Um que saiu do Irã com derivados de petróleo e outro que saiu dos Emirados Árabes Unidos carregado com diesel. Já o primeiro navio a cruzar o estreito após o início do bloqueio dos Estados Unidos foi uma embarcação que partiu da Índia para Dubai, segundo a plataforma Marine Traffic. Mais cedo o encarregado de negócios do Irã afirmou que a Índia não tem pagado taxas ao Irã para usar o canal como acusou os Estados Unidos.
China, Rússia e União Europeia criticaram a decisão de Washington de bloquear o canal de Ormuz, afirmando que a medida não vai resolver a questão do petróleo e deve piorar ainda mais a economia mundial.
O primeiro-ministro do Reino Unido rejeitou a proposta dos Estados Unidos de formar um bloqueio naval no Estreito de Ormuz. Keir Starmer afirmou que seja qual for a pressão, não vai permitir que o Reino Unido seja arrastado para a guerra.
A França também tem sido pressionada a prestar apoio militar aos Estados Unidos. Uma conferência deve reunir representantes dos governos francês e britânico para debater a crise no Oriente Médio e a pressão de Donald Trump por uma participação efetiva da Europa.
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