Esther Dweck destaca o papel central do Estado para o desenvolvimento econômico do país
Em aula magna, a ministra lembrou de lições da economista luso-brasileira Maria da Conceição e comentou as iniciativas do governo brasileiro para enfrentamento dos desafios do século XXI Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
09/06/2025 17h58
Atualizado em 09/06/2025 18h08
A ministra Esther Dweck durante aula magna que abriu as atividades da Escola de Governo e Desenvolvimento Maria da Conceição Tavares. Foto: Jhon Braga
Na ocasião, ela destacou o papel estratégico do Estado no desenvolvimento e a importância da formação dos servidores públicos para os desafios do século XXI. Foto: Jhon Braga
“O Brasil nunca deu saltos senão com impulsos do próprio Estado”. A lição da economista Maria da Conceição Tavares foi relembrada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, em aula magna, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (9/12), para a primeira turma da Escola de Governo e Desenvolvimento que leva o nome da intelectual luso-brasileira, uma das mais influentes da América Latina no século XX.
Evidenciando a atualidade do pensamento de Conceição Tavares, Esther Dweck defendeu o protagonismo do Estado nas transformações necessárias ao enfrentamento dos desafios do século XXI e a importância da integração regional. A ministra abordou as iniciativas do governo federal brasileiro e focou em três frentes da atuação do MGI: a valorização das pessoas, a transformação digital e o fortalecimento das organizações.
“A transformação do Estado brasileiro se dá por meio das pessoas, por isso a formação do servidor público é essencial" - Esther Dweck
“A transformação do Estado brasileiro se dá por meio das pessoas, por isso a formação do servidor público é essencial. E, se falamos em integração regional – com América Latina e Caribe –, esta escola tem um papel fundamental: o de criar pontes e promover o relacionamento entre as pessoas, o que favorece a integração produtiva”, disse a ministra no início de sua apresentação.
Para Esther Dweck, é preciso compreender a nova realidade global e garantir a inserção soberana dos países da América Latina e Caribe. “Somos importantes para a Europa, para os Estados Unidos, para a China”, lembrou antes de mencionar algumas iniciativas do governo brasileiro para o desenvolvimento: Reforma Tributária com foco na equidade social, novo Plano de Aceleração do Crescimento, Plano de Transformação Ecológica e as medidas do MGI de transformação do Estado.
A ministra reforçou, ainda, a importância da reestruturação de políticas públicas como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Vacinação. “É fundamental termos o Estado como promotor de justiça social – mais um dos lemas professora Maria da Conceição”, disse.
Realizada em auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a aula marcou o início das atividades da escola Maria da Conceição Tavares, criada a partir de um acordo celebrado em novembro entre o Banco, a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Antes da ministra, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o secretário-executivo da Cepal, José Manuel Salazar-Xirinachs, proferiram também suas aulas magnas, apontando os principais desafios ao desenvolvimento global, com destaque para as mudanças climáticas, a revolução tecnológica disruptiva, as disputas geopolíticas, a crise da democracia e o enfraquecimento das instituições multilaterais.
“Vivemos uma crise global de grandes proporções, com a ruptura do paradigma ocidental de governança liberal. A institucionalidade foi bastante impactada e não apresenta capacidade de resposta às fragilidades. Não há instituições multilaterais focadas na reconstrução de países com urgências e emergências”, apontou Mercadante.
José Manuel Salazar chamou a atenção para os problemas da América Latina e Caribe, ressaltando a baixa capacidade de crescer, a alta desigualdade, a governança pouco efetiva e a dificuldade de mobilização de recursos. “O desenvolvimento é um processo complexo e de longo prazo, resultado das decisões tomadas e dos esforços feitos. Um futuro melhor vai depender da nossa capacidade coletiva de definir rumos e segui-los por vários governos”, citou.
Acesse a apresentação completa da aula magna
Capacitação
A capacitação em desenvolvimento econômico, social e ambiental tem por objetivo aprimorar a formação dos gestores públicos, ressaltando especificidades socioculturais e econômicas dos países latino-americanos. As aulas serão realizadas em três etapas ao longo do ano.
Esta primeira se estende até o fim da semana, com um total de cinco dias de atividades presenciais na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. A segunda etapa será virtual com aulas transmitidas ao vivo, por 11 semanas. A etapa final ocorrerá em setembro, com dois dias de atividades presenciais na sede da Cepal, em Santiago, no Chile.
A primeira turma da Escola de Governo e Desenvolvimento Maria da Conceição Tavares conta com 68 alunos, todos gestores públicos – 35 brasileiros e 33 de 10 diferentes nacionalidades, representando um amplo espectro de instituições (bancos públicos de desenvolvimento, ministérios, secretarias, agências reguladoras, agências de fomento, entre outros). Eles foram selecionados entre um total de 673 inscritos.
Categoria Finanças, Impostos e Gestão Pública
Tags: CAPACITAÇÃOTRANSFORMAÇÃO DO ESTADOAULA MAGNAMARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES




