Faltando praticamente um mês para o início da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 30, estudantes de todo o país se mobilizam para contribuir com soluções que ajudem na preservação do meio ambiente. Uma das reivindicações dos estudantes é que a educação ambiental nas escolas seja mais valorizada e esteja presente em todas as instituições brasileiras.
Ana Clara é aluna do 9º ano do ensino fundamental, em Pacatuba, no Ceará. Ela faz parte de um grupo de mais de 11 mil estudantes dessa pequena cidade, representados por ela em uma conferência realizada esta semana, em Luziânia, Goiás. O evento debateu o papel da juventude no combate à crise climática. O resultado foi detalhado em uma carta dos jovens que será levada até a COP30, que acontece no próximo mês de novembro, em Belém.
"Sim, porque agora, através dessa conferência, estamos mostrando o quanto o jovem ou adolescente tem poder na fala, o quanto eles sabem sobre esse assunto. E através dessa carta, toda a conferência está participando para formar, para mostrar ideias que a gente tem, para solucionar esses problemas ambientais que estamos tendo," destaca Ana Clara.
Assim como Ana Clara, alunos de todo o Brasil têm debatido as questões relativas ao meio ambiente com mais frequência em sala de aula, principalmente depois da lei que incluiu, entre os objetivos da educação ambiental, políticas para motivar os jovens a participar de ações de prevenção, de mitigação e de adaptação relacionadas às mudanças do clima. Afinal, inundações, secas, queimadas e a poluição afetam a moradia, a oferta de alimentos e até mesmo a saúde das populações.
O professor Fábio Barbosa ressalta: "Todas essas reflexões devem estar presentes no dia a dia, trazendo para o aluno a possibilidade de rever os seus próprios atos e, consequentemente, conseguir propor ações efetivas para a transformação dessa realidade e a mudança numa perspectiva de termos um planeta melhor."
A legislação brasileira criou a Política Nacional de Educação Ambiental, regulamentada em 2002. No ano passado, as mudanças climáticas e a luta para reverter a perda da biodiversidade foram incluídas como temas que devem fazer parte dos projetos escolares.
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