Diretoria recebeu autoridades e representantes da indústria para celebrar a trajetória e o caminho de excelência da Anac na aviação brasileira e internacional










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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) celebra seus 20 anos destacando seu compromisso histórico com a segurança e o desenvolvimento do transporte aéreo no Brasil e no mundo, sempre com a marca do trabalho técnico, da responsabilidade pública e do compromisso com a segurança da aviação, que conecta pessoas, encurta distâncias e impulsiona economias.
Essa jornada foi celebrada em uma cerimônia nessa quarta-feira, 12 de março, quando a Diretoria da Anac, representantes da indústria da aviação civil, autoridades do setor e convidados se reuniram no prédio histórico do Palácio da Fazenda, no Rio de Janeiro (RJ). O objetivo foi relembrar a trajetória de evolução da Agência, reconhecida pelos níveis de excelência na regulação e fiscalização do setor aéreo, e abordar as perspectivas de futuro da aviação.
Falando em nome da indústria aeronáutica nacional, o vice-presidente global de relações institucionais da Embraer, José Serrador, lembrou que a empresa se tornou uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo graças à atuação da Anac. Os altos níveis de rigor técnico e a atuação em parceria, segundo o representante da Embraer, foram decisivos na supervisão da produção e entrega de mais de quatro mil aeronaves em mais de 90 países.
“Para a aceitação das nossas aeronaves, é fundamental uma agência reguladora forte, com corpo técnico e amplo reconhecimento internacional. É esse o caso da Anac, que compõe o grupo Certification Management Team (CMT), do qual participam apenas as quatro maiores autoridades do mundo – a FAA dos Estados Unidos, a Easa da Europa e o TCCA do Canadá”, avaliou Serrador.
A capacidade técnica da Anac para lidar com a variedade de temas da aviação civil foi destacada pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, responsável pela formulação das políticas a partir de três prioridades – voar com base em níveis elevados de segurança operacional; garantia de acesso ao serviço de transporte aéreo; e equilíbrio entre as operações e sustentabilidade ambiental.
“Para cumprir esses princípios, é fundamental que a gente tenha uma agência reguladora independente, que se sobreponha a eventuais conflitos de interesse, que seja tecnicamente forte e capacitada e disponha de recursos materiais e humanos necessários para o cumprimento dessa função”, ressaltou o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, representando o Ministério de Portos e Aeroportos.
Para chegar ao nível atual, a Anac participou ativamente de 20 anos da história da aviação, marcada por ciclos de desenvolvimento tecnológicos e trabalho conjunto. Nesse sentido, o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein ressaltou a parceria com a Força Aérea Brasileira, que criou o Departamento de Aviação Civil, cuja experiência e conhecimento técnico foi sendo aperfeiçoado ao longo dos 20 anos para fomentar a indústria de aviação civil brasileira.
Faierstein destacou ainda alguns objetivos da Anac para a aviação civil brasileira. “Nós vamos ouvir as dores do nosso setor e vamos trabalhar para desenvolvê-lo. Também queremos ver mais cidades conectadas, mais brasileiros voando e, principalmente, mais parcelas da população tendo acesso à aviação. A agenda técnica será fortalecida, mas daremos um olhar especial à agenda de desenvolvimento do setor de aviação civil do Brasil”, disse o diretor-presidente.
DestaquesOs diretores da Anac também fizeram seus pronunciamentos, ressaltando a importância do trabalho dos servidores da Anac e a integração entre os elos do setor aéreo. Para Luiz Ricardo Nascimento, o aniversário da Anac celebra o setor aéreo. “A sociedade brasileira merece a aviação que temos, sustentada pelo conhecimento técnico, pelo trabalho e pela colaboração de todos os setores”.
A diretora Mariana Altoé lembrou os desafios enfrentados para que a Anac se estruturasse em termos de governança, além de melhorar processos que levaram a uma atuação serena, madura, responsável e proativa. “Precisamos avançar com mais concorrência, com ambiente regulatório que permita a chegada de novas empresas e modelos de negócios, além de regulamentos que foquem na segurança, mas com flexibilidade necessária para que a inovação aconteça”.
Ruy Mesquita citou as perspectivas de futuro da Anac, que devem ser tratadas com responsabilidade. Para isso, ele fez um chamado ao corpo da Agência. “Nós temos a responsabilidade de construir a Anac do futuro. Convido os servidores a olhar para frente, pensando numa aviação que atenda a todos os usuários”. Antônio Mathias, por sua vez, agradeceu “a presença dos parceiros e atores que fazem a aviação civil ser tão valorizada e respeitada, com base sólida na segurança e no cuidado com cada um dos usuários e das pessoas que precisam do nosso setor”.
Medalha comemorativaA cerimônia também foi marcada pelo lançamento da medalha comemorativa feita pela Casa da Moeda do Brasil (CMB) para registrar marcos relevantes da história institucional do país. A peça apresentada, cujo desenho foi elaborado pela Assessoria de Comunicação da Anac, assinalando as duas décadas de atuação da Agência em prol do desenvolvimento e da segurança da aviação civil. Como parte do ato simbólico, houve ainda a cerimônia de descaracterização do par de cunhos originais da medalha comemorativa, feito pelo presidente da CMB, Sérgio Perini Rodrigues.
Fotos: Wladimir Wong



