A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS ouve, nesta segunda-feira (13) o ex-presidente do órgão, Alessandro Antônio Stefanutto. O depoimento já começou tenso, por volta das 17h. Ele depõe na condição de testemunha, beneficiado por um habeas corpus que o permite ficar em silêncio em questões que poderiam incriminá-lo.
A sessão já precisou ser interrompida algumas vezes, quando os ânimos ficaram exaltados. Isso porque o depoente se recusou a responder algumas perguntas do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A defesa de Stefanutto alega que o relator seria parcial e já teria feito um juízo condenatório sobre o depoente.
Na CPMI, Stefanutto negou as acusações e defendeu sua gestão como presidente do INSS, inclusive citando normas que teriam sido atualizadas para evitar novas fraudes. Ele ficou no cargo até abril deste ano, quando foi exonerado, logo após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, que revelou as fraudes contra aposentados e pensionistas.
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