Amanhã (18) será a chamada Superquarta, dia em que o Banco Central do Brasil e dos Estados Unidos definem a taxa básica de juros em cada um de seus países. Aqui no Brasil havia uma expectativa e também uma sinalização do banco de que finalmente um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros viria, mas veio a guerra. Com a guerra, veio o fechamento do Estreito de Ormuz no Oriente Médio.
O impacto no preço do petróleo comercializado nos Estados Unidos é direto, subiu o petróleo e a gasolina sobe na bomba. E por lá, então, a expectativa é de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75%. Lá havia sido iniciada uma trajetória de queda.
Aqui no Brasil tem esse impacto no combustível, principalmente no óleo diesel, que aí tem impacto sobre toda a economia por conta dos fretes, mas por aqui o governo já se antecipou e definiu o tributo zero para o óleo diesel, o PIS/Cofins.
Os analistas acreditam que isso vai ter efeito, sim, para conter a inflação. Mas é claro que o mercado se dividiu. Há uma parcela de economistas e analistas que acreditam e apostam no corte de 0,5 p.p para amanhã, mas já é uma minoria. Outros sugerem um corte de 0,25 p.p. E já há quem avalie que amanhã pode não haver nenhum corte, a manutenção da taxa básica de juros em 15% aqui no Brasil, a maior em duas décadas.
Além disso, também outros 19 bancos centrais do mundo todo decidem as taxas essa semana, o que corresponde a dois terços da economia mundial.
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