Mostra reúne documentos, fotografias e vídeos do acervo do Arquivo Nacional para destacar o protagonismo e as formas de resistência das mulheres negras na luta pela liberdade.
O Arquivo Nacional inaugura, no dia 13 de novembro, às 18h, a exposição “Senhora Liberdade: mulheres desafiam a escravidão”, na sede da instituição, no Rio de Janeiro. A mostra reúne documentos, fotografias e vídeos do acervo do Arquivo Nacional que revelam as trajetórias de resistência, solidariedade e protagonismo das mulheres negras na luta contra a escravidão e na construção da liberdade no Brasil.
A exposição propõe uma reflexão sobre as múltiplas formas de enfrentamento ao sistema escravista e suas permanências na sociedade contemporânea. Ao destacar histórias de mulheres escravizadas, libertas e livres, o percurso expositivo evidencia como suas ações, individuais e coletivas, contribuíram para transformar a história do país e ampliar os sentidos de liberdade e justiça.
Concebida a partir de um eixo curatorial comum à mostra internacional “Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo”, que será aberta no Museu Histórico Nacional no dia 12 de novembro, “Senhora Liberdade” estabelece um diálogo entre as experiências brasileiras e os movimentos de libertação em diferentes partes do mundo. Juntas, as duas exposições convidam o público a refletir sobre o legado da escravidão e as lutas históricas das populações negras pela afirmação de seus direitos e de sua humanidade.
Para a servidora do Arquivo Nacional Maria do Carmo Rainho, que participou da pesquisa para a mostra, o trabalho do Arquivo Nacional expandiu a proposta da curadora, Keila Grinberg. Em suas palavras: “somamos à proposta inicial documentos dos livros de ofícios de notas do Rio de Janeiro no qual encontram-se escrituras de liberdade, de alforria e alvarás de manutenção de liberdade. Documentos que registram como as mulheres negras se moviam na intrincada estrutura do poder judiciário”, concluí.
Claudia Heynemann, também pesquisadora do Arquivo Nacional, observa que “a liberdade plena era difícil, instável, dependente da justiça, do jogo de palavras e de estratégias políticas, como o processo que envolveu o fim do tráfico.”
A abertura de “Senhora Liberdade” integra a programação do Seminário Internacional “Para além da escravidão: memória, justiça e reparação”, promovido em parceria entre o Arquivo Nacional e o Museu Histórico Nacional, nos dias 13 e 14 de novembro de 2025, com a presença de pesquisadores e especialistas do Brasil e do exterior.
A visitação à exposição é gratuita e estará aberta ao público a partir do dia 14 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, na sede do Arquivo Nacional .
Serviço
Exposição: Senhora Liberdade: mulheres desafiam a escravidão
Visitação: de 14 de novembro de 2025, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h
Local: Arquivo Nacional – Praça da República, 173, Centro, Rio de Janeiro
Entrada gratuita




