Um total de 135 famílias, pertencentes a três territórios quilombolas maranhenses, que tiveram o processo de regularização efetuado pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), poderão passar a ter acesso às ações asseguradas pelo Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Por meio de portarias de reconhecimento publicadas pelo Incra no início de julho, no Diário Oficial da União, serão iniciados os procedimentos de análise para inclusão das famílias quilombolas na condição de beneficiárias das políticas públicas voltadas à reforma agrária, como o acesso a créditos de incentivo à produção, entre outras. São 52 famílias do território quilombola Bem Posta, reconhecidas por meio da Portaria nº 547, e 45 famílias do Cutia e Cocal, pela Portaria nº 555, ambos no município de Presidente Sarney; além de 38 famílias da comunidade Campo Redondo, localizada em Bacabal, reconhecidas pela Portaria nº 546. A liderança da comunidade quilombola Bem Posta, Marcelo Adriano Costa, vislumbra as perspectivas de dias melhores para as famílias residentes nestes territórios quilombolas. “Agora vamos poder fazer a nossas plantações de onde tiramos o nosso sustento, cuidar do meio ambiente para evitar o desmatamento e sempre mantendo o cuidado que temos com a terra de onde tiramos nosso sustento”, espera.
15 de jul. de 2024
Famílias quilombolas do Maranhão poderão ter acesso a políticas de reforma agrária
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