Dario Durigan afirmou que a equipe econômica trabalhou para ampliar o acesso ao crédito com responsabilidade, eficiência e menor custo de financiamento
O Governo do Brasil anunciou, nesta terça-feira (30/6), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, com R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural. Do total, R$ 85,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), quase 9% acima do volume da safra anterior.
A formulação do plano teve participação direta do Ministério da Fazenda na organização das condições fiscais, orçamentárias e financeiras necessárias para ampliar o crédito à agricultura familiar. A equipe econômica atuou junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e aos demais órgãos do Governo do Brasil para viabilizar o aumento dos recursos, a redução das taxas de juros e a manutenção da política pública em bases sustentáveis.
Durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o plano mostra a capacidade do Estado de ampliar entregas sociais com responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
“Eu acredito em um Estado que deva fazer mais e melhor. Fazer mais é apresentar um Plano Safra recorde histórico. Fazer melhor é fazer com que tudo isso aconteça em equilíbrio com as demais demandas do país, com responsabilidade, eficiência e menos burocracia”, afirmou.
Durigan ressaltou que a política econômica do Governo do Brasil tem buscado corrigir distorções, fortalecer o orçamento público e ampliar o alcance de políticas voltadas à redução das desigualdades. Segundo ele, incluir a agricultura familiar no centro das prioridades orçamentárias é parte desse esforço.
A agricultura familiar ocupa 75% dos estabelecimentos rurais do país, tem papel central na produção de alimentos e mobiliza cerca de 10 milhões de empregos. Para o ministro, o Plano Safra também deve ser entendido como política de desenvolvimento social e econômico.
“Para mim, o Plano Safra da Agricultura Familiar é também um mecanismo de combate à desigualdade social. Uma economia forte, um país organizado, pode entregar serviço público, política pública e mais qualidade de vida para o agricultor familiar”, disse Durigan.
Entre as medidas anunciadas, a taxa para produção de alimentos passou de 3% para 2% ao ano. Para alimentos orgânicos, sistemas produtivos ambientalmente sustentáveis e produtos da sociobiodiversidade, a taxa caiu de 2% para 1% ao ano. Durigan destacou que chegar a esse patamar exigiu esforço do Governo do Brasil, especialmente em um cenário de juros elevados no país.
O plano também amplia condições de acesso ao crédito. No Pronaf B, conhecido como Microcrédito Rural, o limite por unidade familiar subiu de R$ 53 mil para R$ 74 mil. O limite de renda anual da família para acessar a linha passou de R$ 50 mil para R$ 60 mil.
As medidas incluem ainda novidades para mulheres rurais, jovens do campo, assentados, povos indígenas e comunidades quilombolas. Para as mulheres, a taxa do Pronaf Investimento caiu de 3% para 2% ao ano, com limite de até R$ 100 mil. Para jovens, o valor máximo de investimento do Pronaf Jovem passou de R$ 35 mil para R$ 50 mil, com redução de juros de 3% para 2% ao ano.
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