Pelas ruas de todo Brasil se espalham os tapetes de Corpus Christi, uma tradição da fé católica trazida ao Brasil pelos portugueses no período colonial. No Rio de Janeiro, os tapetes da Avenida Chile, perto da Catedral Metropolitana, usaram diversas matérias-primas, como o patchwork, uma técnica sustentável que usa sobras de tecido.
Thays Costa foi uma das voluntárias que acordaram cedo para transformar o cinza do asfalto em cores de fé de devoção. Ela escolheu fazer uma representação de Santa Terezinha, de quem é devota. Ela está num grupo de fiéis que fizeram da Avenida Chile, no centro do Rio, uma via sacra até o endereço da Catedral Metropolitana.
Quem vê as obras coloridas, mal imagina que antes de tudo, teve pés descalços no chão e mãos com as cores do trabalho desde o decalque. Os tapetes começaram a ser montados por volta das cinco da manhã e são manifestações de fé individual e, ao mesmo tempo, uma experiência coletiva.
Paróquias, irmandades, grupos religiosos e até escolas de samba estavam representadas na celebração católica. Famílias com idosos e crianças foram preparar o caminho para a passagem do Salvador.
A tradição católica no feriado de Corpus Christi é celebração ao corpo e ao sangue de Jesus, com a crença de que, neste dia, o próprio Cristo passeia pelas ruas da cidade.
A base da matéria-prima é tinta e sal grosso, mas estão nos tapetes outros materiais como café e a técnica do patchwork com a composição de tecidos que dão textura aos tapetes. A tradição começou no século XIII e foi trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses com os primeiros tapetes montados em Ouro Preto, Minas Gerais.
Nas celebrações deste ano, o Centenário da Adoração Perpétua na Igreja de Sant'Ana, a benção dada à cidade no início do dia pelo cardeal Dom Orani Tempesta do Cristo Redentor e a tradicional procissão que, desta vez, sai da Igreja de Sant'Ana e vai até a Catedral Metropolitana do Rio.Fé e arte no Espírito Santo
Em Castelo, no sul do Espírito Santo, a festa de Corpus Christi é uma das mais tradicionais do estado. A cidade se transforma em um grande cenário de fé e arte. Mais de três mil voluntários montaram um tapete com um 1,5 km de extensão.
Quem tem todos estes detalhes é a repórter Any Cometti, da TVE do Espírito Santo emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Compartilhar:
