Fiscalização na ESEC de Maracá-Jipioca (AP) resulta em soltura de caranguejos e doações de pescados e materiais apreendidos
A fiscalização é fundamental para preservar os ecossistemas marinhos e costeiros, evitando impactos negativos sobre espécies e habitats sensíveis. A equipe apreendeu 65 kg de pescado, 273 metros de redes de pesca e 13 sacas contendo aproximadamente 670 caranguejos Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
15/09/2025 11h56

- Foto: Alessandra Lameira/ESEC Maracá-Jipioca
A equipe da Estação Ecológica (ESEC) de Maracá-Jipioca realizou neste mês uma operação de fiscalização de rotina, a qual resultou na apreensão de materiais ilegais, devolução de espécies silvestres à natureza e destinação socialmente responsável dos bens apreendidos.
Durante a ação, foram flagradas práticas ilícitas como pesca irregular e captura de caranguejos no interior da ESEC. Como resultado, a equipe apreendeu 65 kg de pescado, 273 metros de redes de pesca e 13 sacas contendo aproximadamente 670 caranguejos.
Os caranguejos foram devolvidos aos manguezais da Ilha de Maracá, garantindo a integridade do ecossistema local. O pescado apreendido foi doado à Secretaria Municipal de Assistência Social de Amapá (AP), que fará a distribuição para famílias em situação de vulnerabilidade social. Já os equipamentos apreendidos, como um motor rabeta, foram destinados ao Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), reforçando o compromisso com a pesquisa e a conservação da biodiversidade amazônica.
Além da fiscalização, a ESEC de Maracá-Jipioca atua no diálogo com as comunidades pesqueiras da região. Está em construção um termo de compromisso com os pescadores artesanais do município de Amapá, visando conciliar a preservação ambiental com as necessidades socioeconômicas dessas populações. Esse instrumento já orienta práticas de pesca mais sustentáveis e resultou em um acordo de convivência amplamente aceito. No entanto, as ações de fiscalização permanecem essenciais para garantir a efetividade dessas normas e coibir atividades ilegais.
“Nosso objetivo é proteger a biodiversidade e, ao mesmo tempo, fortalecer relações com as comunidades locais, transformando desafios em oportunidades para conservação e desenvolvimento sustentável”, destacou Iranildo Coutinho, chefe da ESEC Maracá-Jipioca.
A fiscalização é fundamental para preservar os ecossistemas marinhos e costeiros, evitando impactos negativos sobre espécies e habitats sensíveis.
Sobre a ESEC de Maracá-Jipioca
Criada em 1981, a Estação Ecológica de Maracá-Jipioca é uma das principais unidades de conservação da costa amazônica, localizada na capital do estado de Macapá, com área aproximada de 72 mil hectares. Sua missão é preservar os ecossistemas naturais e garantir a manutenção da biodiversidade, desempenhando papel estratégico na proteção dos manguezais e de espécies ameaçadas da região.
| Carangueijos devolvidos aos manguezais - Alessandra Lameira/ESEC Maracá-Jipioca Carangueijos devolvidos aos manguezais - Alessandra Lameira/ESEC Maracá-Jipioca | Foto: Alessandra Lameira/ESEC Maracá-Jipioca Foto: Alessandra Lameira/ESEC Maracá-Jipioca |
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Com informações da Estação Ecológica de Maracá-Jipioca
Comunicação ICMBiocomunicacao@icmbio.gov.br(61) 2028-9280
Categoria Meio Ambiente e Clima
Tags: Amapá




