Lideranças indígenas de toda a Amazônia concluíram uma viagem de barco de 25 dias e chegaram a Belém com uma série de reivindicações. A chamada “Flotilha Indígena” pede, entre outros pontos, maior controle sobre a gestão dos próprios territórios.
Mais de 60 lideranças indígenas e ativistas ambientais navegaram pelos rios amazônicos. Idealizada por diversas entidades indígenas — entre elas a brasileira APIB, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil —, a flotilha “Yaku Mama” saiu do Equador, passou pela Colômbia e chegou a Belém.
A porta-voz do movimento, Lucia Ixchiu, explicou o objetivo da jornada:“Pra nós, o mais importante é construir solidariedade além-fronteiras, porque a situação mundial atual é muito difícil. Precisamos, por exemplo, combater a poluição no Rio Amazonas.”
Outra reivindicação dos participantes é ter maior participação na gestão dos territórios. Eles também pedem acesso à água potável e ações mais firmes contra a mineração, a exploração de petróleo e a violência contra os povos originários.
O líder peruano Pablo Inuma Flores, da região do Baixo Madre de Diós, resumiu as demandas do grupo:“Precisamos dialogar, sentar à mesa como povos indígenas pra negociar de forma construtiva. O objetivo é ter combustíveis limpos que não poluam e evitar derramamentos. Queremos zero combustíveis fósseis, zero mineração ilegal, zero extrativismo, zero desmatamento e zero extração ilegal de madeira.”
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