Em Roma, o presidente Lula se reuniu, nesta segunda-feira (13), com o papa Leão XIV, no Vaticano, onde tratou de temas como fé, desigualdade e o papel social do Brasil. A visita faz parte da agenda do presidente Lula, que está na Itália para participar do Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela FAO, e de reuniões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
A conversa com o papa, de cerca de 30 minutos, aconteceu na Biblioteca do Palácio Apostólico. Lula reforçou o convite para que o papa participe da COP30, em Belém, em novembro, a primeira Conferência do Clima realizada no coração da Amazônia. O papa informou que não poderá vir, devido ao Jubileu, mas garantiu que o Vaticano terá representação no evento.
Ainda em Roma, o presidente participou da abertura do Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO. Lula destacou que o planeta produz comida suficiente para alimentar uma vez e meia a população mundial, mas, ainda assim, 673 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar. Segundo o presidente, 315 bilhões de dólares seriam suficientes para garantir três refeições diárias a essas pessoas, o equivalente a 12% do que é gasto anualmente com armas. Lula defendeu a criação de um imposto global de 2% sobre os ativos dos super-ricos para financiar esse montante.
O presidente afirmou que a fome é “irmã da guerra”, seja ela travada com armas ou com tarifas e subsídios, e alertou que os conflitos geram, além de sofrimento humano e destruição, a desorganização das cadeias de insumos e alimentos.
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