O governo do estado de São Paulo montou uma força tarefa para investigar a morte de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da polícia civil que foi morto a tiros por criminosos em Praia Grande, na Baixada Santista, nessa segunda-feira (15/9). O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ofereceu ajuda federal ao governo paulista.
Rui Fontes trabalhou entre 1988 e 2022 na Polícia Civil e foi um dos principais rostos do enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde 2023 ocupava o posto de secretário de Administração de Praia Grande. O velório do ex-delegado está sendo realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo e o sepultamento está marcado para o Cemitério da Luz, no Morumbi.
O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derritte, disse que, a partir das imagens das câmeras de segurança do local da execução, foi possível identificar um outro veículo que participou do crime. Esse carro, segundo o secretário, foi encontrado abandonado e dentro desse dele foram encontradas evidências que possibilitaram identificar um suspeito. De acordo com Derrite, será feito um pedido de prisão contra esse homem.
Já o procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, Paulo Sérgio Costa, disse que tem informações de que o delegado Ruy Fontes teria recebido ameaças de morte em 2019. Não se sabe ainda se o crime teria alguma ligação com essas ameaças ou não.
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