Fórum da Unesco debate falta de professores
Encontro reuniu representantes de governos, organismos internacionais e sociedade civil para discutir soluções para a falta de professores na América Latina e no Caribe. MEC foi representado pela CAPES Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
18/04/2025 09h37
Imagem: Da esquerda para a direita: Valtencir Mendes, Chefe de Educação da OREALC/UNESCO; Denise Pires, Presidente da CAPES; e Nicolás Cataldo, ministro de Educação do Chile (Divulgação MEC)
Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), participou do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável 2025. Promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura(Unesco), o evento teve como tema central a falta de professores na América Latina e no Caribe. O Fórum ocorreu na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em Santiago, no Chile, e reuniu representantes de governos, organismos internacionais e sociedade civil para discutir soluções para um dos maiores desafios da educação na região.
A presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho, representou o MEC no encontro. A participação reforça o compromisso do Brasil com a valorização da carreira docente e com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável(ODS), em especial o ODS 4, que trata da garantia de educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todos.
De acordo com Denise Carvalho, o Programa Mais Professores para o Brasil — que conta com ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil —, oPrograma Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e o Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) são fundamentais para o avanço nos indicadores de melhoria da qualidade da educação básica do país. “Seguiremos com programas de qualificação e valorização dos profissionais da educação básica”, afirmou.
Durante o Fórum, a Unesco lançou um alerta sobre o déficit de professores, que ameaça a qualidade do ensino e o futuro de milhões de estudantes. Estima-se que o mundo precisará de 44 milhões de docentes até 2030 para garantir o acesso universal à educação. Na América Latina e no Caribe, são necessários 3,2 milhões de professores, principalmente para repor os que estão deixando a profissão devido à sobrecarga de trabalho, aos baixos salários e àfalta de reconhecimento.
“Não podemos permitir que a falta de professores continue colocando em risco o direito à educação. Precisamos de medidas urgentes para atrair e manter profissionais qualificados”, destacou Esther Kuisch Laroche, diretora do Escritório Regional da Unesco em Santiago.
O ministro da Educação do Chile, Nicolás Cataldo Astorga, também defendeu ações imediatas. “Com a proximidade de 2030, é urgente redobrar os esforços para cumprir os compromissos assumidos. Precisamos de estratégias com foco no futuro e alinhadas às realidades locais”, afirmou.
Estratégia Regional Docente 2025-2030 – Como resposta ao cenário, a Unesco apresentou a Estratégia Regional Docente 2025-2030, uma agenda voltada à valorização da docência nos países da região. A proposta prevê: o fortalecimento da formação inicial e continuada; a melhoria das condições de trabalho; o incentivo à liderança e à autonomia docente; uma maior participação dos professores nas decisões educacionais; e a ampliação do reconhecimento da carreira.
O objetivo é não apenas atrair novos profissionais, mas também manter os atuais docentes motivados e atuantes, evitando a evasão da profissão.
A iniciativa integra os preparativos para um evento global sobre a docência, que será realizado em agosto deste ano em Santiago. A conferência foi convocada pelo presidente do Chile, Gabriel Boric, e pela diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, e reunirá governos, sindicatos, educadores e representantes da sociedade civil. A meta é construir respostas conjuntas para o fortalecimento da profissão docente em escala mundial.
Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MEC e da Unesco.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação CGCOM/CAPES)
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Categoria Educação e Pesquisa




