Em uma sessão paralela, em Nova York, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o reconhecimento do Estado Palestino. O discurso de Macron foi seguido pelo reconhecimento da Palestina por Bélgica, Malta, Luxemburgo, Andorra e Mônaco.
O reconhecimento foi feito durante uma reunião convocada pela França e pela Arábia Saudita, com o propósito de debater uma solução para o conflito árabe-israelense baseada na coexistência pacífica de dois estados.
A conferência foi marcada pela ausência de Israel e dos Estados Unidos. Macron defendeu a decisão dizendo que ela busca a paz entre israelenses e palestinos e condicionou a abertura da embaixada de seu país em Ramallah à libertação de todos os reféns mantidos em Gaza pelo Hamas e à declaração de um cessar-fogo.
No domingo (21), Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal já haviam anunciado a medida, se unindo aos mais de 140 países que já reconhecem o estado palestino, entre eles o Brasil.
A reunião também foi marcada por um discurso contundente do presidente Lula, que voltou a falar que em Gaza ocorre genocídio e limpeza étnica. O presidente brasileiro considerou inaceitável o que chamou de atos terroristas cometidos pelo Hamas, mas destacou que o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis.
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