Discutir a cadeia produtiva do setor do papel é fundamental, e mais ainda, discutir de que forma os trabalhadores e trabalhadoras podem se inserir de forma justa e decente na nova economia emergente. Foi com essas palavras que o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco Macena, participou da abertura do 2º Encontro Nacional das Lideranças Papeleiras. O evento, realizado em Brasília, reúne no período de 25 a 27 de junho, cerca de 80 representantes de sindicatos e federações da cadeia produtiva do papel, abrangendo desde o plantio e a produção de celulose até a exportação de papel e celulose. O objetivo principal é discutir estratégias para enfrentar os desafios atuais do setor. Segundo dados do relatório anual da Indústria Brasileira de Árvores, em 2022, foram gerados cerca de 2,6 milhões de empregos diretos e indiretos e uma receita bruta da ordem de R$ 260 bilhões. Durante seu discurso, Francisco Macena destacou que o presidente Lula, ao lançar programas de reindustrialização com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da ordem de 1,3 trilhões de reais, incluindo iniciativas e projetos de infraestrutura com impacto nos parques tecnológicos, irá gerar oportunidades significativas e que esses investimentos são especialmente relevantes para os trabalhadores e trabalhadoras do setor. "E para enfrentar esse desafio, é necessário qualificar, de fato, esses trabalhadores", ressaltou Macena, enfatizando a importância de discutir a qualificação necessária que atenda às verdadeiras necessidades dos trabalhadores e dos setores produtivos. O secretário-executivo enfatizou a necessidade de uma discussão institucional dentro do governo, envolvendo aqueles com expertise em qualificação, como universidades e o Sistema S. Segundo Macena, a aprovação do orçamento para essas qualificações é de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego. "A qualificação dos trabalhadores é crucial. Precisamos oferecer cursos de tecnologia da informação (TI), automação, e robótica. Cursos gratuitos de qualificação que atendam às necessidades do mundo do trabalho em transformação", pontuou. Francisco Macena elogiou a programação do encontro, que irá debater a importância da negociação coletiva para o avanço do desenvolvimento econômico com inclusão social, além de recuperar os direitos da classe trabalhadora. "Vejo aqui também que a questão energética e a questão ambiental serão discutidas pela ótica dos trabalhadores. Eles precisam fazer parte desse debate, pois são estratégicos para essas decisões", concluiu.
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