Participantes apresentaram produções desenvolvidas ao longo de dois dias de experimentação artística
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Unidade de Artes Visuais, vinculada à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), concluiu, na quarta-feira (29), a oficina “Quando o desenho acontece: experiências com linhas, manchas e formas”. A atividade, realizada no Campus Ulysses Pernambucano, no Derby, marcou o encerramento de dois dias de ações voltadas à experimentação artística e à formação no campo do desenho, reunindo jovens e adultos interessados em ampliar suas práticas nas artes visuais.
No segundo encontro, os participantes aprofundaram o uso da frotagem, técnica artística de transferência de texturas em que se coloca um papel sobre uma superfície texturizada e se esfrega giz de cera, lápis ou grafite para revelar o desenho. A prática possibilitou novas leituras e desdobramentos dos trabalhos já produzidos, incentivando a sobreposição, o uso de cores e a variação de movimentos.
“Trouxemos a linha física para o papel por meio da frotagem, explorando sobreposições, cores e movimentos a partir de um mesmo desenho. A proposta abriu caminhos para novas possibilidades de criação, ampliando o olhar dos participantes sobre o próprio processo”, destacou Ronni Fx, arte-educador da Unidade de Artes Visuais da Fundaj e responsável pela condução da oficina.
A programação incluiu ainda uma atividade de observação no jardim interno da instituição, onde os participantes realizaram uma caminhada com foco no exercício do olhar atento. A proposta culminou na criação de composições livres, que refletiram os processos vivenciados ao longo da oficina e a relação individual de cada participante com as práticas desenvolvidas.
Como encerramento, os trabalhos produzidos foram apresentados em varais expositivos montados no espaço da oficina. “A oficina buscou romper com a ideia do desenho como dom ou mera reprodução do real, incentivando os participantes a experimentar, arriscar e criar a partir do processo. Ao final, eles se permitiram mais, superando bloqueios e explorando novas formas de expressão”, concluiu Ronni Fx.


