O evento apresentou avaliações sobre o plano da última década e a importância das mudanças colocadas para os próximos 10 anos
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) sediou, nessa sexta-feira (3), o Seminário de Avaliação do Plano Estadual de Educação de Pernambuco (PEE-PE/2015-2025): Balanço da década e perspectivas para o novo PEE-PE (2027-2037). Realizado na sala Calouste Gulbenkian do campus Gilberto Freyre da instituição, promovido pelo Fórum Estadual de Educação de Pernambuco (FEEPE), o evento contou com mesas de debate sobre as mudanças necessárias para a nova década na educação estadual pernambucana.
Para iniciar o seminário, a mesa de abertura contou com a participação da presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, que foi a primeira coordenadora do FEEPE. Em sua fala, a presidenta reforçou a relevância de um plano que conta com a construção de várias instituições e celebrou a elaboração do plano. “Nós avançamos muito, mas o nível de complexidade aumentou. Porque quando dizemos que vamos pactuar para a elaboração de um plano significa negociação. Então isso exige muito esforço para que tenhamos um plano decenal que dialogue e responda às necessidades do que Pernambuco deseja para a sua educação”, comentou a presidenta.
A mesa de abertura foi conduzida por Célia Santos, atual coordenadora do FEEPE; de Natanael Silva, representando a Secretaria Estadual de Educação, de Heleno Araújo; representante da Confederação Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores da Educação; de Humberto Carneiro, representando o Conselho Estadual de Educação; de Fernando Melo, da União dos Dirigentes Municipais de Pernambuco; de Soledade Menezes, da União dos Conselhos Municipais de Educação; e de Joel Silva, representando a União Brasileira dos Estudantes.
Célia Santos, inicialmente, celebrou a medalha Anísio Teixeira, da Capes, recebida pela presidenta da Fundaj. “É uma pessoa que contribuiu e contribui para a formação de educadores de Pernambuco e teve uma destacada atuação como primeira coordenadora do FEEPE”, relatou. Em seguida, abordou os objetivos do Seminário, destacando a importância do evento. “É importante se colocar nesse momento de desafio para conversar sobre o plano e consolidar esse relatório através da ampliação do debate”
A programação do seminário seguiu com a primeira mesa de debate: “Apresentação do Documento de Avaliação do Plano Estadual de Educação de Pernambuco (2015-2025)”. Participaram da mesa Rosa Torres (SEE/FEE-PE), na mediação, Alexandro Muniz de Souza e Edilene Soares (SEE/PE). Foi apresentada a necessidade de expandir a qualidade pedagógica para a superação das desigualdades encontradas no planejamento da última década. "Essa apresentação do plano anterior visa mostrar, de maneira geral, o retrato do relatório. O que foi consolidado e construído, principalmente com relação à aprendizagem", relatou Alexandro.
A segunda mesa de exposição da manhã, “Sistema Nacional de Educação e as instâncias de participação e gestão no Estado de Pernambuco: perspectivas para o novo PEE/PE (2027-2037)”, contou com a mediação de Célia Santos e apresentações de Márcia Angela Aguiar e Horácio Reis (ANFOPE/FEE-PE). Na ocasião, foram apresentadas as dificuldades enfrentadas para a criação do novo plano e a necessidade de impulsionar a participação. “A gente precisa incentivar os municípios para a instituição dos seus sistemas próprios de ensino”, comentou Horácio Reis, vice-coordenador do Fórum.
O evento foi retomado à tarde com o painel "Valorização e formação dos profissionais em educação: proposições iniciais para o novo PEE (2027-2037). A mediação foi de Marília Cibele (FEE-PE), e o momento teve a participação Heleno Araújo (CNTE/FNE) e Luciano Paz (SINPRO/FEE-PE), dentre outros.
Durante as falas, houve um foco para as condições de trabalho, modelos de contratação, piso salarial e especialização dos profissionais da educação, além do que pode ser feito para a melhoria dessa realidade na próxima década, tanto na rede pública, quanto privada. "A gente tem uma necessidade de mudança, mas muitas vezes estamos de mãos atadas. E sair dessa encruzilhada muitas vezes é o que precisamos fazer", destacou Luciano.
Logo depois, foi realizado o último painel do dia, com tema "Equidade, diversidade e modalidades educacionais: proposições iniciais para o Novo PEE (2027-2037)". A mediação foi de Alice Botler (UFPE/FEE-PE), e o debate contou com: Betinho Pereira da Silva, representando o Comitê Pernambucano da Campanha Nacional pelo Direito à Educação/FEE-PE; e José da Silva, que integra o Fórum de Educação de Jovens e Adultos/FEE-PE. Na oportunidade, os especialistas falaram, dentre outros temas, sobre as taxas de analfabetismo, evasão escolar e inclusão de novos estudantes ao programa de educação.
"Não conseguimos dar conta de atingir a meta de acabar com o analfabetismo até 2016, e, em 2026, temos números alarmantes no estado. Então pensar nessa construção é fazer um olhar bem mais atento para dar conta do que não conseguimos e pensar como faremos para atingir essa meta. Não podemos esquecer desse compromisso com a população. Não é só matricular na escola, mas garantir que ele fique na escola. E promover as condições corretas para mantê-lo com dignidade na escola", afirmou José.


