Fundaj sedia encerramento da 20ª Passeata Pernambucana de Surdos e reforça compromisso com a inclusão
Na sala Derby do Cinema do Museu, foi realizada uma roda de conversa que reuniu diversas autoridades para debater políticas de inclusão, acessibilidade e os direitos dos surdos Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
02/10/2025 18h09
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recepcionou, na sexta-feira (26), a culminância da 20ª Passeata Pernambucana de Surdos, um evento tradicional no calendário da comunidade surda que celebra o Dia Nacional do Surdo. Com o tema "Resistência, Luta e Protagonismo: os Direitos dos Surdos – 20 anos de História", a passeata partiu do Shopping Boa Vista e seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista até a Praça do Derby. O encerramento ocorreu em um dos espaços mais nobres da fundação, a sala Derby do Cinema do Museu, no Campus Ulysses Pernambucano.
A presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, falou sobre a importância de recepcionar um evento que luta pelo acesso com equidade para as pessoas surdas. “Nesse momento que constitui o ápice de uma passeata que celebra o Dia Nacional do Surdo, é importante sempre relembrar a resistência, a luta e a necessidade de uma unidade para que possamos avançar no sentido de garantir que o direito à cidadania seja de todos”, comentou a presidenta. Ela destacou a acessibilidade como um valor fundamental para a Fundação. Participaram do evento o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca/Fundaj) Túlio Velho Barreto, e o coordenador de Cinema da Fundação, Luiz Joaquim.
O Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro, representa uma luta constante pela inclusão social e pelo reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A data remete à fundação do primeiro Instituto Nacional de Surdos em 1857, marcando um longo histórico de busca por direitos e acessibilidade comunicacional que persiste até hoje. A presidenta da Associação de Surdos de Pernambuco (ASSPE), Patrícia Cardoso, uma das organizadoras do evento, comunicou em sua fala a necessidade de maior reconhecimento e ensino de Libras no país. “O ensino de Libras ainda não é tão popular quanto gostaríamos, quanto precisamos, no Brasil”, comunicou.
Para tornar o evento acessível a todos, intérpretes faziam as honras de traduzir Libras para a língua falada e vice-versa. Patrícia ainda salientou que pessoas ouvintes podem se associar à ASSPE, para fortalecer a luta pelos direitos de pessoas surdas. Na ASSPE é possível aprender libras. Ela também agradeceu à Fundaj pela cessão do espaço, ressaltando o quão significativo era para a comunidade surda.
Túlio Rodrigues, da equipe de acessibilidade do Cinema da Fundação, que destacou o programa que já impactou mais de 13 mil pessoas com sessões acessíveis. “A gente exibe na Fundaj filmes com Libras, com legenda para surdos, ensurdecidos e audiodescrição de forma aberta para que todo mundo na sala possa ser afetado pela acessibilidade. Chegamos a mais de 13.000 pessoas impactadas pelo projeto que a gente vem desenvolvendo aqui com esse compromisso com a acessibilidade”, comentou Túlio.
O evento contou com uma roda de conversa que reuniu diversas autoridades para debater políticas de inclusão, acessibilidade e os direitos dos surdos. Estiveram presentes:Paulo Fernando Silva, Gerente da Pessoa com Deficiência da Prefeitura do Recife; Dra. Dalva Cabral de Oliveira Neta, Promotora de Justiça e Coordenadora do Núcleo da Pessoa com Deficiência do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que colocou o núcleo à disposição da comunidade para receber demandas e atuar na luta por garantias;José Diniz Júnior, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONED/PE);Natasha de Oliveira Alcântara Souza, gerente de uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que explicou sobre as modalidades de atendimento em Libras, como o agendamento virtual e o atendimento presencial na agência de Paulista;Representantes do Governo do Estado, que anunciaram a ampliação da Central de Libras (CIL) para Caruaru; Coronel Marcos, assessor de comunicação da Polícia Militar de Pernambuco, que falou sobre os esforços da corporação para quebrar a barreira de comunicação e a importância de ter intérpretes como o Sargento Douglas na instituição.
Categoria Artes
Tags: Pernambuco


