Fundaj sedia Reunião Itinerante do Conselho Nacional de Educação
Encontro segue até a quinta-feira (09/10), com atividades no Campus Gilberto Freyre, em Casa Forte Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
11/10/2025 10h23
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) sediou, nesta segunda-feira (6), a abertura da Reunião Ordinária Pública Itinerante do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação (MEC). O encontro, que segue até a próxima quinta-feira (09/10), acontece no Campus Gilberto Freyre, em Casa Forte, e reúne conselheiros, autoridades, gestores, pesquisadores e representantes da sociedade civil em torno de debates sobre os rumos da educação brasileira.
A mesa de abertura foi composta pela presidenta da Fundação, Márcia Angela Aguiar; pelo presidente do CNE, Cesar Callegari; pela senadora da República, Teresa Leitão; pelo deputado federal Rafael Brito, relator do Sistema Nacional de Educação (SNE) na Câmara Federal; pelo secretário-adjunto do MEC, Rodolfo Cabral; pelo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo; pelo presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, Otavio Luiz Rodrigues Jr.; pelo secretário de Educação de Pernambuco, Gilson José Monteiro Filho; e pela secretária municipal de Educação do Recife, Cecília Cruz.
Na solenidade, a presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, destacou o caráter democrático e simbólico da realização de reuniões itinerantes pelo CNE. “O Conselho Nacional de Educação dá um passo importante ao realizar reuniões itinerantes como esta, vindo dialogar com todas e todos, nos espaços onde a educação acontece. É simbólico ver esta sala cheia e perceber que aqui todos têm a possibilidade de usar a palavra, propor, discordar e construir juntos. Isso representa um compromisso real com a população brasileira e com uma educação de qualidade referenciada pelo social”, afirmou.
O presidente do CNE, Cesar Callegari, abriu sua fala destacando o papel do Conselho na defesa da democracia e da soberania nacional. “Soberania não é um conceito abstrato. Ela se realiza a partir do aprofundamento do regime democrático, que pressupõe participação intensa, diálogo e respeito à diversidade. O Conselho Nacional de Educação tem trabalhado nessa direção: praticando a democracia, ouvindo a sociedade e construindo, de forma coletiva, o aparato normativo que garante direitos educacionais”, afirmou.
Representando o Ministério da Educação, o secretário-adjunto Rodolfo Cabral destacou o papel das reuniões itinerantes na construção coletiva das políticas públicas. “Essas reuniões itinerantes do Conselho Nacional de Educação são essenciais para a construção das políticas públicas. A educação se faz com parcerias, entre o governo federal, estados, municípios e a sociedade. Quando o CNE se aproxima dos territórios, ouvindo as diferentes vozes e realidades, conseguimos formular políticas mais concretas, eficazes e que realmente transformam a vida das pessoas”, pontuou.
A senadora Teresa Leitão reforçou a relevância da aproximação entre o CNE e os diferentes territórios e instituições do país. “Acho que esta iniciativa do Conselho Nacional é muito estratégica. É fundamental que o Conselho se aproxime das regiões, das representações políticas e educacionais, e dos gestores locais, porque estamos em um momento de grandes definições para a educação brasileira”, observou.
Para Teresa, a consolidação do Sistema Nacional de Educação é resultado de um longo processo de debates e cooperação. “Sabemos que não é um projeto perfeito e, em um momento de tanta transição, é difícil ter um projeto perfeito, mas o Sistema Nacional de Educação é fruto de um longo debate e de uma grande construção coletiva”, concluiu.
Após a mesa de abertura, houve uma mesa específica sobre o Sistema Nacional de Educação, com o deputado Rafael Brito e o presidente Cesar Callegari. “A construção do Sistema Nacional de Educação só foi possível porque ouvimos todas as bancadas, da esquerda à direita, e buscamos um texto que contemplasse a diversidade de pensamentos do país. Era a única forma de garantir uma aprovação ampla e fazer funcionar um sonho que existe desde a Constituição de 1988”, iniciou Rafael.
“O primeiro ponto que preservamos foi a autonomia dos entes federados. Nenhum governador ou prefeito pode ser obrigado a seguir uma política imposta de cima para baixo. O sistema precisa respeitar essa autonomia, mas também promover pactuação, diálogo e cooperação, para evitar sobreposições e fortalecer a educação pública no Brasil”, completou. A abertura contou com transmissão ao vivo e está disponível no canal do MEC no YouTube.
Categoria Ferramentas de apoio à gestão
Tags: Pernambuco
