O governo do Irã ameaçou, no domingo (23), suspender todas as exportações de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz ou mesmo pela região do Golfo Pérsico, caso os Estados Unidos cumpram o que o presidente Donald Trump chamou de “guerra econômica e isolamento em uma escala sem precedentes”.
Em uma publicação nas redes sociais, Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que “se a guerra econômica continuar, nenhuma única gota de petróleo será exportada, nem pelo Estreito de Ormuz, nem de qualquer lugar no Golfo Pérsico”. E acrescentou que o Irã vai considerar a participação ou o apoio de qualquer país à guerra econômica dos Estados Unidos contra o povo iraniano como um ato de guerra.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, rejeitou a ameaça, afirmando que o Irã nunca teve medo de sanções dos Estados Unidos. Ele classificou o plano americano como um “filme repetitivo já visto muitas vezes”, assegurando que Teerã sabe como enfrentá-lo e que a nova manobra americana inevitavelmente fracassará.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que vai fazer um detalhamento das medidas que serão tomadas em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (24). Bessent descreveu a ação como “o maior isolamento econômico coordenado da história mundial”, afirmando explicitamente que o objetivo é derrubar o regime iraniano.
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