As consequências econômicas da guerra no Oriente Médio já são sentidas por aqui, principalmente quanto aos preços dos combustíveis. O governo federal estuda agora como minimizar o impacto da alta do querosene usado na aviação.
Assim como já vem fazendo com o diesel, o foco do governo agora é evitar um aumento muito forte das passagens aéreas por conta da alta de mais de 50% no preço do querosene da aviação. Esse combustível representa uma fatia significativa nos custos das companhias aéreas, e elas já alertaram nesta semana sobre consequências severas desses reajustes para o setor. E é justamente isso que o governo quer evitar, anunciando já na semana que vem um pacote com pelo menos quatro medidas para aliviar o caixa das empresas e tentar segurar esses repasses para os consumidores finais.
Entre as propostas estão ali uma linha de crédito específica com empréstimos facilitados e também o adiamento do pagamento de tarifas aeroportuárias. Além disso, o pacote também deve prever isenção ou redução de impostos como PIS e Cofins que incidem, né, sobre o querosene da aviação, e conversas com a Petrobras para tentar suavizar esses repasses para o consumidor.
A própria estatal nessa semana soltou uma nota afirmando que vai manter a política de preços atrelada ao mercado internacional. Isso significa dizer que as oscilações vão continuar acontecendo. Agora a questão é saber em que proporção essas oscilações vão chegar ao consumidor final e se o governo vai conseguir evitar, né, que essa conta chegue com força no bolso dos passageiros.
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