Começa amanhã (22) a aplicação das tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Por isso, o governo federal e diversos setores da economia reuniram-se hoje (21), mais uma vez, em Brasília. O objetivo é encontrar novas medidas para diminuir os efeitos da taxação na economia do país.
Ocorreram pelo menos sete encontros nesta terça-feira. Parte deles reuniu o presidente Lula e integrantes do governo que estão à frente dessas negociações, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Os ministros e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, conversaram com os setores mais afetados, incluindo os de máquinas e equipamentos, calçados e vestuário.
A última dessas reuniões está acontecendo neste momento, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas não há expectativa de nenhum anúncio. O foco hoje, segundo interlocutores, é mapear os contratos afetados, calcular a necessidade de crédito e definir o volume de recursos, tudo isso sem comprometer a meta fiscal.
O programa Brasil Soberano, como o próprio governo já anunciou, deve ser usado como mecanismo para socorrer essas empresas, incluindo, por exemplo, a ampliação da oferta de crédito. Também está no radar o esforço para abrir novos mercados e facilitar a vida das empresas afetadas.
Em uma dessas reuniões, a Abimaq, que representa o setor de máquinas e equipamentos, informou ser contrária à aplicação da Lei da Reciprocidade e pediu o empenho do governo para ampliar as negociações diplomáticas e empresariais.
Fora isso, os Estados Unidos ainda podem anunciar uma nova tarifa em breve, de 12,5%, para diversos países, incluindo o Brasil, sob o argumento de que o país não fiscaliza corretamente o trabalho forçado. O Brasil, claro, não concorda e afirma ser referência mundial no combate a esse tipo de prática.
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