Na Argentina, uma paralisação nacional de professores começou nesta segunda-feira (3) e reuniu centenas de profissionais de educação infantil, fundamental, médio e universitária. Os professores afirmam que o governo de Javier Milei não quer negociar.
A princípio, a paralisação terá uma duração de 24 horas. Além de reivindicarem melhores salários, afetados fortemente pela inflação, os professores querem a devolução de um fundo de incentivo aos magistrados, um orçamento maior para instalações e programas escolares, além da promulgação de uma nova lei de financiamento. Eles também rejeitam propostas de reformas previdenciárias.
O correspondente da TeleSUR, Fabían Restivo, informa que também está marcada uma nova manifestação na próxima quarta-feira. Os professores também reivindicam reposição salarial de anos anteriores.
Em entrevista à Agência Reuters, a secretária-geral da Confederação de Trabalhadores da Educação, Sonia Alesso, disse que os salários seguem perdendo muito poder de compra para a inflação. “O governo de Milei cortou programas educacionais, a formação de professores, os salários dos docentes, infraestrutura escolar... tudo aquilo que contribui para uma educação de qualidade e para o investimento na educação. Estamos nos unindo à Federação Internacional da Educação, em um chamado global por mais financiamento para as escolas públicas, algo que nos foi retirado, e é por isso que hoje paramos e estamos marchando”, afirma ela.
O governo argentino informou que está fiscalizando escolas de todo o país para verificar se os sindicatos estão garantindo 75% do serviço, conforme exigido por lei. Também disse que, caso isso seja descumprido, serão ativados protocolos para a aplicação de sanções.
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