O fenômeno El Niño deve ter impacto maior no país nos próximos meses, que representam o fim do inverno. Para auxiliar prefeitos e equipes técnicas na prevenção e nos efeitos do El Niño, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) lançou um guia.
Segundo o documento, as prefeituras precisam se preparar muito antes dos desastres acontecerem. Elas devem, por exemplo, mapear as áreas de risco, fazer planos de contingência, manter sistemas de alerta funcionando, capacitar servidores, definir previamente os locais de abrigo e organizar todas as ações de emergência, como evacuação e acolhimento da população. Além disso, cada secretaria municipal deve ter funções definidas antes das emergências, para que a resposta seja mais rápida.
O El Niño já está em vigor. A previsão é que atinja a intensidade mais forte entre outubro e dezembro. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste podem ter longos períodos de estiagem, com risco de incêndios, baixa umidade do ar e pressão sobre o abastecimento de água. Na região Sudeste, as chuvas ficam mais irregulares, com estiagem em algumas áreas e chuva intensa em outras. Na região Sul, os riscos são para alagamentos, enchentes e deslizamentos.
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