O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação (MEC), por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), lançaram, nesta quinta-feira (1º), o edital de chamamento público para a participação no Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) - um sistema de gestão que opera há dez anos e é utilizado em 41 hospitais universitários federais. O anúncio ocorreu durante a 1ª reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília, que contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade, da secretária de Informação e Saúde Digital (Seidigi), Ana Estela Haddad, do presidente da Ebserh, Arthur Chioro, dentre outras autoridades. O chamamento público tem o objetivo de credenciar as instituições de saúde interessadas em usar o sistema eletrônico que conta com uma base de 25 milhões de pacientes e foi bem avaliado pelos técnicos do ministério. O sistema é dividido em módulos como internação, registro do atendimento ambulatorial, estoque com rastreabilidade, exames, cirurgias, prontuário eletrônico, farmácia, dentre outros. A adesão é gratuita. Durante a abertura da CIT, Nísia Trindade destacou que a iniciativa representa o esforço do ministério para implementar uma transformação digital na saúde. “O chamamento do AGHU vem avançando naquilo que, já no ano passado, anunciamos, que é esse trabalho de levar a integração de dados dos nossos hospitais. É uma alegria estarmos aqui hoje dando mais um passo nessa direção”, frisou. O edital para adesão à comunidade AGHU é decorrente do Acordo de Cooperação Técnica 02/2023, firmado em julho do ano passado, entre os ministérios da Saúde, Educação, a Ebserh, e os conselhos Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Interoperabilidade A secretária da Seidigi detalhou todo o processo de preparação para a adoção do sistema, explicou as etapas de internalização pelas áreas técnicas da secretaria e informou sobre o projeto piloto, que está sendo realizado no Hospital Federal de Ipanema e, posteriormente, seguirá para as demais unidades federais do Rio de Janeiro. “A adoção do AGHU é uma medida estruturante do SUS Digital. Trata-se de um sistema de informação hospitalar que está maduro e sua adoção representa economia de custos e sustentabilidade para o processo de transformação digital”, afirmou Ana Estela. “Além disso, a interoperabilidade com a Rede Nacional de Dados em Saúde será um passo decisivo para conectar a atenção básica e a hospitalar no SUS”, acrescentou. Como contrapartida, o edital estabelece que as secretarias de saúde constituam equipes mistas, com profissionais de TI e de saúde, atuando juntos na comunidade e aprimorando as novas versões do sistema. Economia e gestão de exames De acordo com Chioro, há estimativas de que a adesão ao sistema poderá resultar em uma economia de cerca de R$ 3 bilhões aos estados nos próximos cinco anos, levando em conta os custos para implantação do sistema de gestão hospitalar. Hoje, são cerca de 7 mil hospitais que poderiam aderir, lembrou ele. “Além disso, na perspectiva dos gestores, o AGHU será uma grande contribuição ao SUS porque vai trazer mais autonomia e mais eficiência para as secretarias municipais e estaduais de saúde”, lembrou. Mais Sobre o AGHU Há tutoriais especializados sobre o AGHU na página da comunidade. De acordo com a Ebserh, o aplicativo é instalado localmente em cada hospital e assim fica menos vulnerável a ataques vindos da internet, além de não ser impactado quando a conexão de internet está lenta. Para aderir à comunidade do sistema eletrônico e baixar o AGHU, basta o gestor acessar o endereço: Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) — Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (www.gov.br) e preencher os dados da Secretaria de Saúde. Ministério da Saúde
02 de fev. de 2024
Hospitais e serviços especializados do SUS poderão aderir ao sistema eletrônico AGHU
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07 de mar. de 2024

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18 de dez. de 2025 às 19h29

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25 de nov. de 2025 às 09h53
