O evento aconteceu na manhã de ontem (6/5), no Teatro Benjamin Constant. As palestrantes discutiram os mecanismos de proteção, educação de gênero e a urgência da participação política feminina.
Abertura: Interseccionalidade em Pauta
Foto do palco do Teatro Benjamin Constant com a tela de projeção abaixada com a exibição do vídeo da secretária Isadora Rodrigues
As apresentações iniciaram com a exibição de um vídeo de Isadora Rodrigues, Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo Federal. Em sua mensagem, a secretária abordou as especificidades da violência contra a mulher com deficiência e introduziu o conceito de interseccionalidade - a compreensão de como diferentes marcadores sociais (raça, classe, deficiência) se cruzam na experiência de opressão das mulheres.
Representatividade e Política
A vereadora Maíra do MST abriu as falas presenciais apresentando as ações de seu mandato voltadas à temática. Durante sua exposição, Maíra:
- Definiu o conceito de patriarcado e seu impacto estrutural;
- Apresentou dados alarmantes sobre violência doméstica e feminicídio no Brasil;
- Enfatizou a necessidade de eleger mulheres para o parlamento para a garantia de direitos;
- Encorajou os jovens estudantes a buscarem o engajamento político como ferramenta de transformação;
- Diálogo e Conscientização: O Papel da Educação.
Mesa-redonda e debates
No segundo bloco, sob a mediação da professora Mariana Reis, foram discutidos temas essenciais como:
- Os diferentes tipos de violência e os papéis de gênero impostos pela sociedade;
- O histórico e a importância da Lei Maria da Penha;
- A desconstrução da culpabilização da vítima;
- A importância do letramento de gênero e a inclusão dos meninos na luta feminista.
A professora Millene Souza complementou o debate trazendo atualizações jurídicas da Lei Maria da Penha e detalhando os novos mecanismos de acolhimento às vítimas.
Millene destacou as redes de apoio específicas para mulheres com deficiência, reforçando que a proteção deve ser acessível e onipresente: "A luta contra a violência não é apenas das mulheres, mas uma responsabilidade coletiva que passa obrigatoriamente pela educação.", explicou. A reunião conduzida pelas professoras contou com intensa participação de alunos, alunas e do corpo docente, que trouxeram perguntas e reflexões ao Teatro.
Próximos Passos
O sucesso do encontro evidenciou a urgência de um desdobramento pedagógico: a criação de um projeto institucional permanente sobre "Gênero e Diversidade na Escola" no IBC.
Foto do envolvimento de meninos no debate - aluno do IBC com a palavra ao microfone
A plateia participou efetivamente, como a professora Claudia Santanna que comentou da plateia, ao fundo alguns alunos acompanham as falas.




