O número de empresas tem crescido no país nos últimos anos, principalmente as de pequeno porte. Isso significa que cresceu também a quantidade de pessoas empregadas. Os dados são de uma pesquisa do IBGE.
A taxa de desemprego está no nível mais baixo já registrado e uma das explicações está numa pesquisa do IBGE divulgada nesta quinta-feira. Ela mostra que o Brasil chegou a 10,6 milhões de empresas e organizações ativas em 2024, um crescimento de 12,5% em relação a 2022. Como consequência, o país passou a marca de 54 milhões de assalariados, uma alta de quase 8% em dois anos.
Do total de trabalhadores no Brasil, mais de sete em cada dez (71,5%) estão na iniciativa privada, 21,5% no setor público e 7% nas entidades sem fins lucrativos, como associações, ONGs, sindicatos e fundações. O salário médio mensal dos trabalhadores ficou perto dos R$ 4.000 em 2024, valor quase igual ao do ano anterior. No setor público é um pouco maior, R$ 5.416. Uma em cada cinco pessoas trabalha no comércio e na reparação de carros e motos.
O mercado ganhou mais de um milhão de pessoas com ensino superior recentemente. Isso significa mais gente especializada que consegue ganhos melhores. Quem tem um diploma universitário recebe quase o triplo de quem não tem. Mas um dado chama a atenção: a média salarial desse grupo mais escolarizado não tem crescido. Pelo contrário, de 2023 para 2024, o valor caiu quase 1%.
Para esse economista Rodolpho Tobles, Fundação Getúlio Vargas da FGV, o aumento dos salários passa por criar um ambiente de negócios melhor para as empresas.
Os profissionais mais bem pagos do Brasil trabalham em organismos internacionais, que recebem em média, R$ 9.678. Depois vêm os trabalhadores do setor de eletricidade e gás, R$ 8.539, e os de empresas financeiras, seguros e serviços relacionados R$ 8.430.
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