Solenidade foi realizada no Teatro Nacional, em Brasília, reunindo toda a comunidade científica do Brasil para celebrar a data
Com uma solenidade realizada no Teatro Nacional, em Brasília, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) comemorou seus 75 anos de fundação, reunindo autoridades, pesquisadores e representantes da comunidade científica para celebrar a trajetória de uma das principais bases da ciência brasileira. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o órgão chega a 2026 com cerca de 100 mil bolsistas ativos e R$ 7,9 bilhões investidos de 2023 a 2025 — um dos maiores ciclos recentes de financiamento à pesquisa no País. Ao longo de sua história, a instituição consolidou o papel do conhecimento como instrumento de desenvolvimento nacional.
O diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Tiago Braga e representantes do instituto prestigiaram o evento. Segundo o diretor, o CNPq fez um reconhecimento ao Ibict durante a celebração, destacando a instituição como uma das que fizeram parte da estrutura do CNPq. "Foi um evento que reuniu toda a comunidade científica do Brasil e que sinalizou a importância de um pensamento de longo prazo para a pesquisa brasileira, considerando que Ciência requer um investimento e um planejamento com a perspectiva de obter resultados ao longo de décadas. Quero ainda destacar a participação dos diretores das unidades de pesquisa que prestigiaram o evento, assim como a ministra Luciana Santos e representantes do MCTI”.
O CNPq é a principal agência de fomento à pesquisa científica, financiando projetos e formando recursos humanos em todas as áreas do conhecimento. Essa atuação se articula com a rede de unidades de pesquisa do ministério, universidades e institutos em todo o território nacional, garantindo capilaridade às políticas públicas e sustentando programas estruturantes que vão da iniciação científica à pesquisa de ponta. A integração permite que o investimento público em ciência alcance desde a formação de jovens talentos até a consolidação de áreas estratégicas.
Criado em 1951, o CNPq nasceu em um contexto de reorganização global no pós-guerra, quando ciência e soberania passaram a ser compreendidas como dimensões inseparáveis do desenvolvimento. Ao longo das décadas, a instituição teve papel central na criação e consolidação de importantes centros de pesquisa no Brasil, além de estruturar políticas de formação científica que alcançaram diferentes regiões e áreas do conhecimento.
Desde então, o conselho se consolidou como peça fundamental do sistema nacional de ciência e tecnologia, acompanhando a evolução institucional que culminou na criação do MCTI, em 1985. Sua atuação contribuiu para avanços em setores estratégicos, como agricultura, energia, saúde e indústria, além de apoiar gerações de pesquisadores responsáveis por expandir a produção científica brasileira.
Para destacar o papel histórico e os desafios atuais da instituição, o presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, ressaltou a centralidade da ciência para o desenvolvimento nacional. “O CNPq foi criado nesse contexto, tempos de projetos de desenvolvimento nacional. É dessa experiência que amadureceu a ideia de que soberania e desenvolvimento requerem ciência e tecnologia”, enfatizou. Segundo ele, a trajetória da instituição está diretamente associada às principais conquistas científicas e tecnológicas do País, consolidando sua atuação como base estruturante da produção de conhecimento no Brasil.
Ao longo dessa trajetória, o CNPq também se adaptou a novos desafios, ampliando sua atuação para temas como inclusão, diversidade e popularização da ciência. Iniciativas voltadas à participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e jovens estudantes reforçam o compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento e com a formação de uma base científica mais diversa e representativa.
Com informações do CNPq.




