O Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro teve de preparar uma operação específica para realizar as perícias nos corpos que foram retirados de uma mata próxima ao Complexo da Penha.
Os próprios moradores fizeram a remoção desses corpos, que foram enfileirados na praça São Lucas e, de lá, estão sendo transportados para o IML pelas autoridades.
O local está recebendo apenas os corpos da operação dessas terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha. Outras necropsias estão sendo encaminhadas para o IML de Niterói.
No IML, o acesso é restrito apenas para a Polícia Civil e para o Ministério Público. As famílias dos mortos na operação fazem o reconhecimento no prédio ao lado, onde funciona o Detran. É uma solução provisória tendo em vista o grande número de corpos.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) está acompanhando a situação, informou que mandou técnicos para a realização de uma perícia independente. Essa é uma atribuição do MP, que inclusive está prevista na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que traz algumas regras para operações em comunidades.
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