O superintendente do Incra na Paraíba (Incra/PB), Antônio Barbosa Filho, e representantes do Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) se reuniram nesta terça-feira (24), na sede da autarquia, em João Pessoa, para discutir ações para minimizar a violência agrária. Na reunião foram discutidos conflitos que resultaram ou podem gerar intimidação e ameaças de morte às lideranças que lutam pela reforma agrária e pela regularização de territórios de comunidades quilombolas na Paraíba. Incra e PPDDH debateram ações para a resolução dos conflitos em áreas de acampamentos, assentamentos da reforma agrária e territórios de comunidades quilombolas. Uma delas é a troca constante de informações das medidas protetivas às lideranças ameaçadas por reivindicar seus direitos e de suas comunidades. Atualmente, na Paraíba, o PPDDH atua na proteção de 24 defensores de direitos humanos, incluindo lideranças indígenas, religiosas e de movimentos que lutam pelo direito à moradia, além de agricultores e quilombolas. Oito dessas lideranças atuam na luta pela terra. De acordo com o coordenador-geral da equipe técnica executora do PPDDH na Paraíba, Ronildo Monteiro Ferreira, a finalidade do programa é dialogar com órgãos públicos, a exemplo do Incra, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, para a promoção de ações que visem minimizar as ameaças e proteger as lideranças. “O programa oferece ainda medidas protetivas em conjunto com os órgãos de segurança pública, como ronda e escolta policial, instalação de câmeras de segurança e de grades nas moradias das lideranças ameaçadas. Em último caso o PPDDH atua também na retirada das pessoas ameaçadas de seus locais de atuação para garantir suas vidas”, explicou Ronildo Ferreira. “Nosso maior objetivo é proteger as pessoas sem que eles precisem se afastar de seus territórios de atuação, para que continuem tendo a liberdade de lutar por seus direitos”. Entenda o PPDDHO PPDDH é ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) do governo federal e à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (SEDH). O programa existe no estado desde 2021 e é executado pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Casa Pequeno Davi. O programa é executado em todo o país e atua na defesa de cerca de 900 defensores de direitos humanos, articulando políticas sociais, cobrando a atuação de órgão públicos e oferecendo, com uma equipe multiprofissional, acompanhamento psicossocial e jurídico aos defensores de direitos humanos que se sintam ameaçados.
25 de set. de 2024
Incra e Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos discutem medidas para reduzir conflitos agrários na Paraíba
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Justiça Social
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A Comissão Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo visitará Dourados (MS) de 27 a 31 de outubro para mediar conflitos fundiários entre comunidades indígenas e proprietários rurais. A visita, que envolve diversos ministérios e órgãos, busca abordar questões como o uso de agrotóxicos que afetam a saúde e a segurança alimentar dos indígenas, além de novas ações de retomada territorial por comunidades Guarani e Kaiowá. O objetivo é dialogar com todos os setores envolvidos e buscar soluções para a crise na região.
27 de out. de 2025
