Inscrições para a 1º Olimpíada Brasileira de Geoinformação terminam em 16 de outubro
Podem participar alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Vencedores de escolas públicas receberão bolsa de iniciação científica Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
30/09/2025 16h52
Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil
As inscrições para a 1ª Olimpíada Brasileira de Geoinformação terminam em 16 de outubro. Podem participar alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Além dos certificados de desempenho e menções honrosas para estudantes, professores e colégios, os alunos de escolas públicas premiados concorrem a dez bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) com duração de 12 meses, com critérios de inclusão para meninas, negros, indígenas e pessoas com deficiência.
A competição é dividida em três categorias:
- Júnior, alunos do 6º e 7º ano
- Master, alunos de 8º e 9º ano
-Sênior, alunos do ensino médio
Na primeira etapa, os participantes deverão identificar um problema socioambiental de sua comunidade e registrar e usar as geotecnologias e a inteligência artificial para propor soluções futuristas e sustentáveis. Uma comissão científica formada por professores universitários e de escolas públicas e pesquisadores avaliará os trabalhos.
A olimpíada é uma iniciativa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada à pasta.
A geoinformação é a combinação da geografia, tecnologia da informação e análise de dados visando a coleta, processamento, análise e apresentação de dados geográficos, podendo ser encontrado em Geotecnologias, como Sistemas de Informação Geográfica (SIG), o Sensoriamento Remoto e o GPS. “Na olimpíada, com o uso das mais sofisticadas tecnologias da informação você vai cuidar do território, das questões socioambientais, das vulnerabilidades decorrentes dos desastres ambientais e das populações mais vulneráveis”, explica o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), do MCTI, Inácio Arruda.
O campo da geoinformação ainda permite a compreensão de fenômenos espaciais, possibilitando a interpretação de padrões e transformações no espaço geográfico. “As olimpíadas são excelentes instrumentos de popularização da ciência e a geoinformação é de extrema importância para que nossos jovens se interessem pelos fenômenos espaciais”, afirma a diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica da pasta, Juana Nunes.
Segundo a coordenadora da Olimpíada Brasileira de Geoinformação, Elizabeth de Souza, a competição tem como objetivo traduzir a importância da geoinformação. “Queremos que os alunos desenvolvam a habilidade de perceber a dimensão espacial do lugar em que vivem, observando seu entorno e compreendendo as relações que nele se estabelecem, de forma a se reconhecerem como parte desse espaço”, afirma a especialista. Elizabeth é professora e pesquisadora em geografia da UFRJ.
Para a especialista, a olimpíada é uma forma de ampliar o contato entre a universidade e as escolas, de forma a levar o que é produzido em tecnologia e inovação para as salas de aula. "A olimpíada é uma forma divertida de desafiar o olhar desses alunos, de premiar as escolas, os professores e os alunos, mas também aproximar mais a academia das escolas, a partir da oferta de cursos, cursos de aperfeiçoamento, atividades que a gente possa construir com esses parceiros ao longo do tempo, publicações”, finaliza.
Para mais informações, acesse o site da Olimpíada Brasileira de Geoinformação.
Categoria Ciência e Tecnologia



