Ação conta com oficinas de zeladoria e educação patrimonial
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas apresentou, nesta quinta-feira (05/02), o Plano de Conservação, Zeladoria e Educação Patrimonial do Centro Histórico de Manaus. A iniciativa prevê ações integradas de formação, consultoria e planejamento, incluindo a realização de oficinas presenciais de conservação preventiva, a elaboração de um Manual de Conservação Preventiva e o mapeamento do estado de conservação de praças e imóveis históricos do Centro Histórico de Manaus.
O plano tem como objetivo valorizar o patrimônio cultural, fortalecer a gestão e a manutenção dos bens históricos e estimular a participação da comunidade, contribuindo para o sentimento de pertencimento e cuidado com o território histórico da cidade.
De acordo com a superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, o plano propõe uma visão integrada do território histórico. “Do ponto de vista da preservação do patrimônio cultural, o Plano de Conservação qualifica o diagnóstico e orienta ações mais eficazes de manutenção e prevenção de danos nas edificações históricas. O instrumento fortalece a zeladoria do patrimônio e contribui para a atuação articulada entre técnicos, gestores e a comunidade”, afirma.
As ações de formação incluem oficinas integradas de conservação preventiva, com conteúdos teóricos e práticos, voltadas a três públicos principais:
- Técnicos do poder público;
- Equipes de zeladoria de equipamentos culturais e educacionais e profissionais da construção civil;
- Público em geral, especialmente comerciantes e ambulantes que atuam no Centro Histórico.
Para os técnicos do poder público, as oficinas abordam fundamentos da conservação preventiva de bens culturais edificados, com foco no reconhecimento, monitoramento e manutenção do patrimônio. Já para os profissionais responsáveis pela limpeza, manutenção e segurança de equipamentos públicos, o objetivo é qualificar as equipes para o cuidado adequado com materiais históricos e a aplicação de rotinas básicas de conservação preventiva.
Apresentação do plano de conservação no Palacete Provincial. Foto: Mariane Cruz
No caso do público em geral, as oficinas buscam sensibilizar e envolver quem vivencia diariamente o Centro Histórico, reconhecendo o patrimônio como parte do cotidiano e incentivando práticas de cuidado e preservação.
As atividades práticas serão adaptadas às características do patrimônio local e incluem temas como identificação de patologias (fissuras, umidade e biodeteriorização) e o trabalho com materiais tradicionais, como tijolos de adobe, ladrilhos hidráulicos e argamassas tradicionais.
O plano prevê ainda a prestação de consultoria especializada para a implantação de um laboratório de conservação e restauro de bens culturais móveis e integrados. A proposta é criar um espaço técnico qualificado no território, capaz de atender às demandas locais e contribuir para a formação de mão de obra especializada.



