O coração da edição é o dossiê "Patrimônios culturais: o imaterial como potência", organizado por Sara Morais, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), e Alessandra Ribeiro, do Grupo OLHO, da Universidade de Campinas (Unicamp).
Abrindo o dossiê, a revista republica o artigo "Matriz com leite? Samba, forró e o desconforto patrimonial na música popular", de Carlos Sandroni, professor e etnomusicólogo que integrava o Conselho Editorial do periódico e faleceu em 2025. A escolha do texto de abertura é uma homenagem à sua contribuição para os estudos sobre patrimônio imaterial e música popular brasileira.
O número 41 é formado por 10 artigos, 02 relatos de experiência, 02 ensaios visuais, uma tradução e uma entrevista. Os manuscritos passaram pela avaliação de pareceristas e pelo acompanhamento do Comitê Editorial.
Mais informações Assessoria de Comunicação Iphan - comunicacao@iphan.gov.br Danyelle Silva – danyelle.silva@iphan.gov.br
Gestão e educação patrimonial: reflexões sobre a sustentabilidade das políticas de salvaguarda conduzidas pelo Iphan, a relação entre patrimônio e burocracia no contexto internacional, e relatos de experiências de educação patrimonial voltadas ao público infantil.
O dossiê reúne reflexões críticas e criativas de pesquisadores, especialistas e sujeitos praticantes de expressões culturais reconhecidas como patrimônio. A proposta das organizadoras é pensar, mais de duas décadas após a publicação do Decreto 3.551/2000 que instituiu o registro de bens culturais de natureza imaterial, o amadurecimento das políticas públicas de salvaguarda no Brasil.
Manifestações regionais: artigos sobre samba e candomblé em Cachoeira (BA), as festas maranhenses do Bumba-meu-boi e do Divino, o boi de mamão de Florianópolis, o tropeirismo em Minas Gerais e os clubes sociais negros do Rio Grande do Sul.
Uma homenagem a Carlos Sandroni
Ensaios visuais: registros fotográficos dos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina e da capoeira na Festa de Yemanjá.
A edição reúne manuscritos enviados para o dossiê e aqueles submetidos em fluxo contínuo, que ampliam o leque de discussões sobre patrimônio cultural no Brasil. No conjunto de textos, podemos ler sobre:
Relação homem-natureza: um artigo sobre a histórica parceria entre botos-da-tainha e pescadores no litoral Sul do Brasil, e outro em torno do debate sobre mudanças climáticas e o patrimônio cultural.
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Quem quiser conhecer o histórico da publicação e suas linhas editoriais pode visitar o site . Nele também é possível conhecer as diretrizes da Revista e submeter manuscritos para publicação. A Revista está aberta para submissões em fluxo contínuo!
Política e história: uma entrevista com Joaquim Falcão sobre a gênese constitucional do patrimônio imaterial, além de um texto sobre o legado de Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura e outro sobre a atuação de Rodrigo Melo Franco de Andrade como editor da Revista do Patrimônio.
Entre as novidades estruturais, destacam-se a criação de um Banco de Pareceristas e o lançamento de uma nova Política Editorial, que devem dar mais robustez e periodicidade às próximas edições da revista.
Confira esta edição, na íntegra, aqui .
Diversidade de temas e olhares
Está no ar um novo número da Revista do Patrimônio! A edição recém-publicada marca a retomada oficial do periódico, que havia interrompido sua circulação em 2019, após os números 39 e 40. Neste momento, a Revista do Patrimônio volta a campo com um projeto renovado, tanto em conteúdo quanto em estrutura editorial.
Dossiê temático: o imaterial como potência
O lançamento da edição 41 também inaugura uma nova fase na gestão da Revista do Patrimônio. A publicação passa a contar com um Conselho Editorial ampliado, formado por 33 especialistas: entre doutores, doutores honoris causa, professores, pesquisadores e detentores de saberes tradicionais, além de um Comitê Editorial com nove servidores do Iphan responsáveis pelo acompanhamento dos manuscritos.
Um novo momento institucional



