Iniciativa integra fase inicial do processo de tombamento da comunidade quilombola, por meio da Portaria 135/2023
Entre os dias 11 e 14 de maio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoveu uma série de ações no Quilombo Povoação de São Lourenço, localizado no município de Goiana (PE). As atividades ocorreram no âmbito da Portaria nº 135/2023, que estabelece diretrizes para os processos de tombamento de territórios quilombolas.
A iniciativa integra a fase inicial da instrução do pedido de tombamento do quilombo e teve como objetivo ampliar o diálogo com a comunidade e identificar referências culturais fundamentais para o território.
As ações foram conduzidas pela equipe técnica da Superintendência do Iphan em Pernambuco, em articulação com lideranças locais, com destaque para Dona Dadá, importante local.
Baobá, árvore trazida de África para o Brasil. (Foto: Acervo Iphan)
Ao longo dos quatro dias, moradores participaram de oficinas voltadas à educação patrimonial e ao processo de tombamento. Os encontros abordaram temas como patrimônio cultural material e imaterial, instrumentos de proteção e os impactos, garantias e benefícios relacionados ao reconhecimento de territórios quilombolas.
A programação também contou com um mapeamento cartográfico colaborativo, no qual a própria comunidade identificou espaços e tradições considerados essenciais para sua memória e identidade. Entre as referências destacadas estão o festejo do Carrego de Lenha, o Baobá, a mata onde ocorre a celebração dos Reis Malunguinhos, as ruínas da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e o antigo Engenho Megaó de Baixo.
Segundo a arqueóloga e técnica do Iphan, Mônica Nogueira, a iniciativa fortaleceu a relação entre o Instituto e a população quilombola.
“O principal resultado dessas ações é a aproximação com as lideranças e a comunidade como um todo, para a construção de uma relação de confiança entre o órgão e o quilombo”, afirmou ela.
A equipe do Iphan deve retornar ao local para dar continuidade ao levantamento das referências culturais do território, incluindo áreas que não puderam ser acessadas devido às chuvas durante a realização das ações.
Mais informações
Ana Carla Pereira – carla.pereira@iphan.gov.br




